Barcelona apresenta queixa formal após golo anulado contra o Atlético Madrid

O Barcelona manifestou oficialmente, este sábado, a sua insatisfação junto da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e do Comité Técnico de Árbitros (CTA), criticando aquilo que considera uma falta de consistência nas decisões arbitrais e o impacto direto nos resultados da equipa.

A contestação surgiu na sequência do golo anulado a Pau Cubarsí no jogo da primeira mão das meias-finais da Taça do Rei, em que os catalães foram derrotados por 4-0 frente ao Atlético Madrid. O lance gerou polémica devido a uma falha na tecnologia de fora de jogo semiautomático, que obrigou a equipa de vídeo-arbitragem, liderada por González Fuertes, a traçar manualmente as linhas, procedimento que provocou forte contestação por parte do Barcelona.

No documento enviado à RFEF e ao CTA, o clube aponta diversas falhas que, na sua perspetiva, comprometem a integridade da competição. Entre os problemas destacados estão a «falta de coerência no critério disciplinar», «decisões díspares frente a ações de natureza idêntica» e inconsistências na interpretação de lances de mão na área, mesmo quando apitados pelos mesmos árbitros.

O VAR foi igualmente alvo de críticas severas. O Barcelona questiona a correta aplicação da tecnologia, sobretudo em lances milimétricos, e lamenta a ausência de transparência na publicação dos áudios. No caso do golo de Cubarsí, a revisão demorou seis minutos e 22 segundos, sem que as conversas fossem divulgadas. O clube exige agora a «publicação integral de todos os áudios do VAR», defendendo ser uma medida essencial para garantir transparência e pedagogia arbitral.

Além disso, o Barça propõe a criação de um regulamento disciplinar específico para o coletivo arbitral, com consequências públicas e transparentes em casos de erros graves ou negligência, com o objetivo de reforçar a confiança no sistema e assegurar um quadro de atuação claro e equitativo.

Recorde-se que, na manhã seguinte ao jogo, o presidente Rafa Yuste criticou veementemente o sucedido na Catalunya Ràdio: «Foi uma vergonha estar oito minutos pendente de uma resolução. Não vamos deixar as coisas assim e vamos pedir explicações», declarou o dirigente, evidenciando o clima de frustração no clube.