Com portugueses a salvar, PSG conquista a Supertaça de França frente ao Marselha

Este PSG de Luis Enrique recusa-se a aceitar a derrota como desfecho possível. Numa final intensa, dramática e carregada de emoções até ao último segundo, os parisienses conquistaram, esta quinta-feira, o Troféu dos Campeões frente ao Marselha, depois de um empate a duas bolas resolvido nos penáltis, com decisiva intervenção portuguesa.

Com Nuno Mendes, Vitinha e João Neves no onze inicial, o PSG entrou melhor e adiantou-se cedo no marcador, beneficiando de um erro grosseiro na saída de bola do Marselha. Aos 12 minutos, a bola sobrou para Vitinha, que de primeira rasgou toda a linha defensiva adversária, permitindo a Ousmane Dembélé surgir isolado e bater Rulli com um chapéu de enorme classe.

A equipa de Roberto De Zerbi não se desorganizou e tentou reagir, subindo linhas e procurando assumir o controlo territorial. Ainda assim, o trio Vitinha–João Neves–Fabián Ruiz foi travando quase todas as investidas, garantindo equilíbrio e critério ao campeão francês. O Marselha teve a melhor ocasião da primeira parte aos 35 minutos, quando Emerson Palmieri obrigou Chevalier a uma grande defesa, mantendo a vantagem mínima do PSG até ao intervalo.

No segundo tempo, os parisienses começaram por controlar a posse e afastar o jogo da sua área, mas os avisos começaram a surgir. Aos 56 minutos, Chevalier brilhou com duas defesas de elevado grau de dificuldade, antes de Doué acertar no poste, num lance que abanou a tranquilidade do campeão.

O empate surgiu aos 74 minutos. Aubameyang, de primeira, isolou Greenwood, que acabou derrubado na área. O lance foi polémico, mas o árbitro não hesitou e apontou para a marca dos onze metros. Greenwood converteu com frieza e relançou a final.

O Marselha acreditou ainda mais e consumou a reviravolta pouco depois. Traoré avançou pela esquerda e cruzou com perigo, levando Pacho a desviar a bola para a própria baliza, deixando o PSG à beira do desaire.

Quando tudo parecia perdido, surgiu o momento decisivo e com assinatura portuguesa. Aos 90+5 minutos, Vitinha colocou um cruzamento absolutamente perfeito e Gonçalo Ramos, lançado a partir do banco, apareceu no sítio certo para finalizar com frieza e levar o jogo para o desempate por grandes penalidades. Um golo de enorme peso, que manteve vivo o campeão e coroou uma exibição de personalidade.

Nos penáltis, o PSG foi irrepreensível. Gonçalo Ramos, Vitinha e Nuno Mendes converteram com sucesso, enquanto o Marselha desperdiçou duas tentativas, selando a vitória parisiense. Depois da Taça Intercontinental, o PSG junta assim mais um troféu ao palmarés, confirmando uma vez mais a sua capacidade de resistência e a crescente influência do talento português no projeto de Luis Enrique.