Rui Borges: “Obrigado e agora vamos todos para a taberna festejar”

O Marquês de Pombal transformou-se na madrugada de domingo num verdadeiro mar verde e branco. Milhares de sportinguistas inundaram o coração de Lisboa para celebrar, lado a lado com jogadores, treinadores e dirigentes, a conquista do 21.º título nacional, o segundo consecutivo para o Sporting CP.

A comitiva leonina chegou ao centro da capital já depois da uma da manhã, com o presidente Frederico Varandas a ser o primeiro a subir ao palco, pouco antes de cada elemento do plantel ser ovacionado individualmente por uma multidão em delírio. O mais aclamado? Viktor Gyökeres, autor de 39 golos e grande figura do campeonato. Dentro do grupo, foi Ricardo Esgaio quem colheu os maiores gestos de afeto por parte dos colegas.

O momento alto da noite ficou guardado para a subida conjunta do capitão Morten Hjulmand, do treinador Rui Borges e do histórico roupeiro Paulinho, todos com o troféu erguido em uníssono para uma moldura humana em êxtase.

Durante as intervenções no palco, Pedro Gonçalves voltou a mostrar a irreverência que lhe é característica, pegando nas críticas e dúvidas lançadas ao longo das épocas para apontar ao futuro: “Disseram que jamais seríamos campeões sem adeptos. Disseram que jamais seríamos bicampeões sem o Amorim e o Viana. Dizem agora que não seremos tricampeões sem o Viktor. Vamos ver”, atirou, deixando cair o microfone, tal como Rúben Amorim fizera um ano antes, num gesto que incendiou a multidão.

Morten Hjulmand, por sua vez, destacou a resiliência da equipa ao longo da época: “Digam-me uma equipa que tenha sido campeã com três treinadores. Só nós. Tenho 25 anos e o Sporting não era bicampeão há 71. Isto é especial.”

Já Rui Borges, que assumiu o comando técnico na fase decisiva do campeonato, agradeceu o apoio incondicional da massa adepta: “Vocês estiveram connosco desde o primeiro dia. Foram, sem dúvida, os mais importantes. Agora vamos todos para a taberna festejar.”

A celebração estendeu-se até bem depois das três da manhã, animada por cânticos personalizados para os jogadores mais destacados, como Gyökeres, Hjulmand, Pedro Gonçalves, Trincão, Gonçalo Inácio ou Rui Silva, e com direito a fogo-de-artifício e pirotecnia.

O momento mais emotivo da noite surgiu com a atuação de Kátia Guerreiro, que homenageou Maria José Valério, voz emblemática da marcha leonina, interpretando os temas “Marcha do Sporting” e “O Mundo Sabe Que”, entoados em coro por todos os presentes.

A festa foi acompanhada de perto por um dispositivo reforçado da Polícia de Segurança Pública, com a presença de agentes da polícia de choque e seguranças privados, garantindo que tudo decorresse em ambiente pacífico.

O Sporting encerrou a Liga 2024/25 com 82 pontos, mais dois do que o SL Benfica, e conquistou assim o terceiro campeonato nos últimos cinco anos. O foco está agora em manter a toada vencedora e tentar alcançar um feito inédito: o tricampeonato.