OFICIAL: Gennaro Gattuso é o novo selecionador de Itália

É oficial: Gennaro Gattuso é o novo selecionador da Itália. O anúncio foi feito este domingo pela Federação Italiana de Futebol (FIGC), dias depois de Gianluigi Buffon praticamente ter confirmado a escolha do antigo médio como sucessor de Luciano Spalletti no comando técnico da squadra azzurra.

“Gennaro Gattuso é um símbolo do futebol italiano. A camisola azul sempre foi para ele uma segunda pele e estamos confiantes de que a sua experiência e determinação serão fundamentais para os desafios que se avizinham”, sublinhou Gabriele Gravina, presidente da FIGC, na nota oficial.

A nomeação do antigo treinador do Hajduk Split surge num contexto delicado para a tetracampeã mundial. A Itália perdeu recentemente por 3-0 frente à Noruega, resultado que comprometeu o apuramento direto para o Mundial de 2026, num Grupo I onde a seleção já tropeçou em várias ocasiões. Depois das ausências nos Mundiais de 2018 e 2022, a FIGC aposta agora em Gattuso para evitar uma terceira humilhação consecutiva.

Com 46 anos, Gennaro Gattuso construiu uma carreira notável como médio defensivo, sendo conhecido pela entrega e combatividade. Passou por clubes como Perúgia, Rangers FC, Salernitana e Sion, mas foi no AC Milan que se tornou ícone, com 13 épocas ao mais alto nível, onde conquistou duas Ligas dos Campeões (2003 e 2007) e diversos títulos nacionais. Pela seleção, somou 73 internacionalizações entre 2000 e 2010, com um golo marcado, tendo sido campeão mundial em 2006.

Como treinador, iniciou o percurso no Sion (Suíça), passando depois por Palermo, Ofi Creta, Pisa, Milan, SSC Nápoles, Valência CF, Marselha e, mais recentemente, pelo Hajduk Split. Apesar de uma carreira técnica marcada por altos e baixos, a FIGC viu em Gattuso o perfil combativo e agregador necessário para relançar o orgulho nacional.

De recordar que antes da escolha do novo selecionador, a Federação tentou, sem sucesso, convencer Claudio Ranieri e Stefano Pioli a assumirem o cargo. A aposta recai agora sobre um nome que, mesmo sem um currículo de títulos como técnico, representa bem o espírito de luta e resiliência que a Itália pretende recuperar.