Luciano Spalletti confirmou, este domingo, que será dispensado do cargo de selecionador nacional de Itália, após o jogo frente à Moldávia, a contar para a qualificação para o Mundial de 2026. A revelação foi feita em conferência de imprensa, na ressaca da pesada derrota frente à Noruega (0-3), que agravou a já delicada situação da squadra azzurra.
«Gabriele Gravina [presidente da Federação Italiana de Futebol] informou-me que vou ser dispensado do cargo de treinador da seleção nacional após o jogo contra a Moldávia. Lamento, mas teria preferido ficar e tentar mudar as coisas», declarou Spalletti, visivelmente resignado. «Tenho uma excelente relação com Gravina, mas tenho noção dos resultados negativos.»
A saída do técnico de 66 anos surge num contexto de pressão crescente, depois de Itália falhar os dois últimos Mundiais (2018 e 2022) e de não apresentar melhorias significativas sob a sua liderança. Spalletti, que chegou ao comando da seleção depois de se sagrar campeão italiano pelo Nápoles em 2023, orientou a equipa em 23 jogos, com um registo de 11 vitórias, seis empates e seis derrotas.
Além da eliminação precoce no Euro 2024, nos oitavos de final frente à Suíça, Itália também falhou o apuramento para a final-four da Liga das Nações, agravando o clima de insatisfação entre adeptos e dirigentes.
«Com estes resultados, sei que criei problemas ao movimento do futebol italiano e lamento-o. Sabia que seria um desafio difícil, mas estava convencido de que poderia qualificar-me para o Campeonato do Mundo», confessou o treinador, que se despede já esta segunda-feira do banco italiano, encerrando um ciclo curto e turbulento na federação transalpina.





