No primeiro jogo após a saída de Fernando Santos, o Azerbaijão segurou um empate a uma bola diante da Ucrânia, em Baku. Heorhiy Sudakov, recente reforço do Benfica, abriu o marcador para os ucranianos – com Trubin também no onze –, mas Emin Mahmudov, de grande penalidade, fixou o resultado final.
O ambiente no Estádio Tofiq Bahramov era de nervosismo, mas cedo surgiram lances polémicos. Logo aos dois minutos, o árbitro grego Vassilis Fotias assinalou penálti contra os da casa, mas, após recurso ao VAR, reverteu a decisão. Ainda assim, a Ucrânia dominava a posse de bola – chegou a ter mais de 70% no primeiro tempo – e empurrava o adversário para o seu meio-campo.
As melhores oportunidades surgiram perto do intervalo. Primeiro, Ivan Kaliuzhnyi viu o seu remate bloqueado na sequência de um canto; depois, Trubin brilhou com uma grande defesa a travar um livre direto de Mahmudov, que esteve muito perto de inaugurar o marcador.
O golo acabaria por surgir apenas no início da segunda parte. Aos 50 minutos, Oleksandr Zubkov rompeu pela direita e cruzou para Sudakov, que apareceu em velocidade e rematou de forma certeira, batendo Shahrudin Mahammadaliyev. Foi o quarto golo do médio pela seleção principal, num período marcado por dificuldades pessoais fora de campo.
O Azerbaijão parecia encaminhado para mais uma derrota, mas encontrou forças para reagir. Aos 76’, uma mão de Zinchenko na área foi assinalada após revisão do VAR, e Mahmudov não tremeu na conversão da grande penalidade, empatando a partida e levando os adeptos ao delírio.
O 1-1 final deixa ambas as seleções fora da zona de apuramento direto, mas com diferentes leituras: para o Azerbaijão, que vinha de um pesado desaire (0-5) frente à Islândia, o empate representa um sinal de progresso; já para a Ucrânia, que soma apenas um ponto após duas rondas, o resultado aumenta a pressão num grupo onde, neste momento, França e Islândia lideram de forma destacada.





