Os Super Dragões emitiram este sábado um comunicado oficial em que admitem “falhas graves” na sua gestão financeira e revelam estar num momento de viragem quanto ao futuro da claque. A estrutura de apoio ao FC Porto procurou esclarecer “de forma objetiva” a sua atual situação, abordando a relação com o clube, os desafios internos e o caminho que têm pela frente.
No ponto relativo à ligação com o clube, a claque confirma que estão a decorrer negociações que já permitiram avanços importantes, como um aumento de 45% no número de bilhetes atribuídos, maior flexibilidade na troca de membros, propostas para rever os preços dos bilhetes para jogos e modalidades, e um acordo quase fechado para apoio logístico com autocarros.
Contudo, os Super Dragões admitem também que o FC Porto manifestou “reservas sobre alguns membros da comissão”. Apesar de discordarem da perceção do clube, garantem ter iniciado mudanças internas para corresponder às exigências feitas.
O ponto mais sensível do comunicado é a admissão de “falhas graves” na gestão dos fundos dos associados. A claque assume o erro, mas aponta responsabilidades concretas: “A responsabilidade recai sobre quem estava encarregado dessa área e não sobre toda a estrutura”. Os Super Dragões prometem agora reforçar “a transparência e a responsabilidade”.
Por fim, num tom de apelo à mobilização e reflexão interna, a claque lança a questão que pode definir o rumo do grupo: “Ultra? Ou voltámos à informalidade e ao caos?”. E concluem: “A nossa força está na união e nas decisões coletivas. O futuro depende de todos nós. Curva Ultra. Sempre presentes”.





