Na véspera da estreia do FC Porto no Mundial de Clubes, marcada para este domingo frente ao SE Palmeiras (23h00), Stephen Eustáquio projetou o encontro e deixou elogios ao adversário, à estrutura portista e ao apoio dos adeptos nos Estados Unidos, onde os dragões ultimam a preparação.
Sobre o confronto com os campeões sul-americanos, o médio internacional canadiano mostrou-se consciente da exigência do embate:
“Todos sabemos que o Palmeiras é uma super equipa, talvez uma das mais fortes da América do Sul nos últimos anos. Conhecemos o Abel Ferreira e sabemos que vai ser um jogo extremamente difícil. Eles têm muita qualidade individual e um treinador com vasta experiência em jogos a eliminar. Mas vamos tentar impor o nosso ritmo e competir ao máximo. Nestes torneios, a pressão aumenta porque há poucos jogos e tudo se decide muito rápido”, explicou.
O jogador lamentou também a ausência de Diogo Costa, guarda-redes titular e um dos capitães dos dragões, que ficou de fora por lesão:
“O Diogo vinha moralizado depois de vencer a Liga das Nações. Infelizmente, teve este contratempo, mas temos um guarda-redes à altura: o Cláudio Ramos tem experiência, já está no clube há cinco anos e esteve presente em momentos importantes, como a final da Taça de Portugal. O Diogo vai continuar connosco, a apoiar, e esperamos que recupere rapidamente. Ainda assim, confiamos totalmente no Cláudio”, assegurou.
Abordando o sistema tático de Martín Anselmi, Eustáquio revelou a adaptação que tem feito ao novo esquema:
“Temos trabalhado para assimilar as ideias do mister. Mudámos de sistema e agora jogamos com três centrais. Pessoalmente, sou um médio box-to-box, embora também saiba fazer a posição 6, que era a minha função até chegar ao Paços de Ferreira. Ser central é novidade, mas quando o treinador me coloca nessa posição, o meu dever é cumprir. Tenho consciência das minhas limitações, mas o mais importante é representar o FC Porto da melhor forma”, referiu.
Por fim, Eustáquio destacou o ambiente vivido nos EUA, onde os adeptos portistas têm marcado presença diária:
“Tem sido incrível. O clube tem promovido eventos na cidade e, sempre que saímos ou chegamos ao hotel, temos adeptos à espera. É inexplicável ver o carinho que sentimos tão longe de casa. Estar num país diferente e, mesmo assim, poder continuar a falar português à porta do hotel mostra a dimensão do FC Porto. É algo que nos enche de orgulho”, concluiu.
O FC Porto estreia-se este domingo na edição inaugural do novo Mundial de Clubes, frente ao Palmeiras de Abel Ferreira, com a ambição de deixar marca na competição e representar o futebol europeu ao mais alto nível.





