Hóquei em Patins: FC Porto renova contrato de Rafa até 2027

O FC Porto oficializou, esta terça-feira, a renovação do contrato do hoquista Rafa, prolongando a ligação até 2027, com mais duas épocas de opção. Internacional português de 34 anos, Rafa representa os azuis e brancos desde 2009 e soma uma carreira repleta de conquistas, incluindo sete campeonatos, cinco Taças de Portugal, cinco Supertaças, uma Elite Cup, uma Liga dos Campeões, uma Taça Intercontinental e uma Taça Continental.

Formado no Óquei de Barcelos, clube da sua cidade natal, Rafa passou ainda por HC Braga e AD Valongo. Pela seleção portuguesa, contabilizou 113 internacionalizações, marcou 81 golos e conquistou um Mundial (2019), dois Europeus (2016 e 2025), duas Taças das Nações (2016 e 2019) e três Golden Cat (2022, 2024 e 2025).

Sobre a renovação, Rafa afirmou: “Esta renovação significa muito para mim, aqui sinto-me em casa. É aqui que eu quero estar, é aqui que me sinto bem. Perceber que ano após ano o FC Porto continua a contar comigo e com o meu trabalho é muito gratificante, sem dúvida, porque sempre me disseram que mais difícil do que chegar a este patamar era conseguir manter-me aqui durante muitos anos e a verdade é que os anos vão passando e eu continuo por cá. Isso enche-me de orgulho e de satisfação.”

Rafa recordou ainda a sua trajetória: “Quando cheguei era um miúdo cheio de sonhos e poder fazer aqui toda a carreira era um desses sonhos. Felizmente isso tem acontecido até ao dia de hoje, porque mesmo nos três anos que passei fora estive sempre contratualmente ligado ao FC Porto. Hoje olho para trás e, se calhar, todos os sonhos que tinha já foram atingidos. Mas eu não quero ficar por aqui, quero continuar a ganhar e a dar títulos ao FC Porto. Só com esse pensamento é que faz sentido continuar aqui.”

Sobre a responsabilidade de ser capitão, explicou: “Foi algo que surgiu naturalmente, é o percurso normal das coisas e da vida. Entrei aqui muito jovem, tive oportunidade de aprender com muitas das minhas referências, acabei por sair emprestado para ganhar experiência e ritmo de primeira divisão e, quando volto, volto para um projeto que nascia a partir do zero, com muita gente nova. Hoje vejo-me como via as minhas referências na altura, com esse papel extra de ajudar quem chega de novo, de tentar passar um bocado a experiência que fui ganhando ao longo destes anos para que eles se sintam tão bem quanto possível, como fizeram comigo na altura.”

Rafa destacou ainda os treinadores e colegas que marcaram a sua carreira: “O FC Porto sempre teve grandes jogadores e é errado olhar apenas para um, porque o importante é aprender com todos e retirar um bocado de cada um para melhorar. Mas há nomes como o Reinaldo Ventura e o Filipe Santos que são, sem dúvida, referências do hóquei em patins nacional. O próprio Pedro Gil, o Edo Bosch… foram estes que apanhei no meu primeiro ano aqui e são jogadores que sempre me habituei a ver na televisão desde que comecei a gostar de hóquei em patins e poder estar ao lado deles era um sonho tornado realidade.”

Falando do reconhecimento e da exigência, afirmou: “Eu gosto que as pessoas que trabalham comigo tenham noção de que eu tento sempre fazer as coisas o melhor possível, tento sempre esforçar-me ao máximo, passar esse tipo de valores do trabalho diário e de que só com esforço é que se conseguem os grandes feitos. O reconhecimento que vem de dentro, das pessoas com quem convivo diariamente, é o mais importante.”

Rafa abordou ainda os momentos especiais da sua carreira: “A Champions é sem dúvida especial por tudo o que simbolizou para o Clube, pelo tempo que passámos sem ganhar e por todas as oportunidades perdidas. O título de Campeão Nacional do ano passado, por tudo aquilo que passei durante a época, também foi muito especial, assim como o Dragão de Ouro que recebi.”

Sobre a fase atual e os objetivos futuros, disse: “No campeonato não estamos no lugar que queremos, mas no play-off começa tudo de novo. Queremos manter esta linha, queremos melhorar, queremos ser constantes e depois da fase regular faremos as contas. As minhas metas individuais são sempre metas coletivas. Quero ganhar mais. Já ganhei tudo o que poderia ganhar com esta camisola, mas quero ganhar ainda mais e quero voltar a ganhar tudo.”

Por fim, deixou uma mensagem aos adeptos: “Quero agradecer-lhes por todo o apoio que nos têm dado e pelo carinho que têm connosco, principalmente nos jogos em casa. De mim podem esperar aquilo que eu venho dando ao clube desde sempre: entrega, dar tudo por esta camisola, deixar tudo dentro de campo e acredito que se assim for, e se a equipa mantiver o compromisso que tem tido até agora, vamos continuar a dar-lhes muitas alegrias, a eles e também ao clube.”