O arranque da temporada não tem sido fácil para o FC Porto no capítulo físico. Ainda antes do campeonato começar, Francisco Moura sofreu uma lesão no ligamento colateral do joelho esquerdo, no final de julho, regressando apenas já com a época em andamento, ao entrar na segunda parte da terceira jornada. O que poderia ter sido um episódio isolado transformou-se num padrão preocupante.
Na primeira jornada da I Liga, foi Martim Fernandes a acusar problemas idênticos, também no joelho esquerdo, obrigando-o a parar. O jovem lateral já leva quatro jogos de ausência e esteve a assistir ao encontro frente ao Nacional a partir da bancada.
Ao todo, em apenas cinco rondas da I Liga, Francesco Farioli já viu oito jogadores ficarem indisponíveis por motivos físicos, uma lista que esteve perto de aumentar durante a recente pausa para seleções, quando foi noticiado que Stephen Eustáquio regressara com queixas após representar o Canadá. O alarme acabou por não se confirmar, mas, ainda assim, Luuk de Jong e William Gomes lesionaram-se num jogo-treino com o Lusitânia de Lourosa, com o avançado a enfrentar uma paragem prolongada.
Mais recentemente, foi a vez de Nehuén Pérez sofrer a lesão mais grave até agora: uma rotura do tendão de Aquiles frente ao Nacional. No final da partida, Farioli não escondeu a frustração:
“Temos tido algum azar com estas lesões. Hoje [anteontem] uma lesão no tendão de Aquiles, temos três com problemas de contusões nos joelhos… Esperamos acabar com esta dinâmica. Vamos falar com o presidente e com o clube para ver se podemos fazer algo para ajudar a equipa para o próximo período”, sublinhou o treinador portista.
O FC Porto atravessa, assim, uma fase em que a gestão física do plantel se torna um dos principais desafios da temporada.





