Um dos elementos que tem marcado o início de temporada do FC Porto são as bolas paradas. Fundamental em jogos equilibrados ou contra defesas baixas, esta vertente ofensiva já produziu frutos nos três primeiros jogos do campeonato, sempre a partir de cantos, sendo apenas em Alvalade que o triunfo não passou por estas estratégias ensaiadas no Olival.
Recordemos: na primeira jornada, frente ao Vitória SC, Alberto Costa assistiu Samu num esquema curto; na visita ao Gil Vicente, Gabri Veiga cruzou para Victor Froholdt inaugurar o marcador; e na terceira ronda, já com 2-0 no marcador frente ao Casa Pia, Alberto Costa finalizou um canto após a defesa adversária não conseguir afastar a bola. Ainda nesse jogo, outras situações de finalização a partir de cantos causaram dificuldades à equipa visitante.
Para contextualizar a evolução, na época passada, entre as gestões de Vítor Bruno e Martín Anselmi, o FC Porto marcou apenas quatro golos provenientes de cantos, vencendo sempre essas partidas: Galeno contra o Arouca (4-0), Nico González frente ao Estrela da Amadora (2-0) e Boavista (4-0) e Francisco Moura no reduto do Farense (0-1). Acrescentando os livres indiretos, apenas dois golos adicionais foram registados: Tiago Djaló frente ao Hoffenheim (2-0) e Otávio contra o Santa Clara (1-1).
A eficácia atual das bolas paradas é ajudada pela estatura de alguns reforços. Bednarek mede 1,90 metros, Froholdt 1,87, Luuk de Jong 1,88, Nehuén Pérez quase 1,90 e Samu supera essa marca. O mais recente reforço, Jakub Kiwior, também se aproxima dos 1,90 m. A estes atributos físicos soma-se um mais que provável trabalho minucioso no Olival, onde a equipa técnica dedica parte significativa do treino a estudar e ensaiar estas situações.
É caso para dizer que o resultado já se faz sentir, e a temporada ainda agora começou.





