A Guarda Civil espanhola revelou esta terça-feira que os primeiros dados da investigação ao trágico acidente de viação que vitimou Diogo Jota, de 28 anos, e o irmão André Silva, de 25, apontam para um “excesso de velocidade significativo” como principal causa do despiste do Lamborghini onde seguiam. O acidente ocorreu na madrugada da passada quinta-feira, na A52, junto a Cernadilla, província de Zamora, em Espanha.
Segundo fonte da Guarda Civil citada pela agência France Press, o relatório pericial ainda está em fase de elaboração, estando a ser analisadas as marcas deixadas pelos pneus no local do sinistro. Contudo, os indícios recolhidos até ao momento sugerem que Diogo Jota “conduzia, provavelmente, o carro no momento do acidente”.
O mundo do futebol continua em choque perante a perda de dois jovens atletas. Diogo Jota, internacional português com 49 jogos e 14 golos pela seleção, representava o Liverpool FC desde 2020. Pelos reds, conquistou a Premier League, a Taça de Inglaterra e duas Taças da Liga, somando-se ao título do Championship pelo Wolverhampton em 2017/18, clube que o recebeu emprestado pelo Atlético de Madrid antes da compra definitiva.
Formado no Gondomar e no FC Paços de Ferreira, Jota chegou ao FC Porto por empréstimo dos colchoneros em 2016/17, realizando uma época de grande impacto nos dragões. Recentemente, em junho, foi uma das figuras da seleção nacional na conquista da Liga das Nações, em Munique.
O irmão mais novo, André Silva, representava o FC Penafiel e tinha vindo a trilhar também o seu percurso no futebol profissional.
A tragédia interrompeu abruptamente as vidas e carreiras de dois irmãos que, além dos laços familiares, partilhavam o sonho e a paixão pelo futebol.





