O FC Porto respondeu à altura e venceu este domingo o Sporting CP por 1-0 no Dragão Arena, igualando a meia-final do campeonato nacional de hóquei em patins. Depois da derrota por 3-2 em Lisboa, os dragões precisavam de vencer e cumpriram, num jogo tenso, duro e cheio de momentos polémicos.
Privado de Facundo Bridge, lesionado com gravidade, o Sporting entrou em desvantagem no plano físico e ressentiu-se. O FC Porto assumiu o jogo desde início, com pressão alta, muita agressividade e poucos espaços concedidos ao rival. O árbitro deixou jogar, por vezes em excesso, o que gerou momentos de tensão e protestos de ambos os lados.
Xavi Malián e Ângelo Girão foram figuras incontornáveis. O guardião leonino defendeu tudo o que havia para defender na primeira parte, incluindo uma bomba de Gonçalo Alves que o atingiu numa zona desprotegida, deixando-o visivelmente combalido. Já Malián brilhou na resposta a uma finalização perigosa de Rafael Bessa, que atirou à trave numa das poucas oportunidades claras dos visitantes.
O golo decisivo surgiu apenas a dois minutos e meio do fim, na sequência de um cartão azul mostrado a Henrique Magalhães por falta sobre Rafa. Chamado a marcar o livre direto, Gonçalo Alves não perdoou: remate seco ao ângulo superior, sem hipótese para Girão. Foi o culminar de uma exibição dominadora dos dragões.
Ainda houve tempo para mais drama. Edu Lamas viu também o azul por agressão a Nolito Romero e ofereceu a João Souto a possibilidade de empatar. Contudo, Malián adivinhou-lhe as intenções e negou-lhe o golo, segurando a vantagem. O Sporting, com guarda-redes avançado e em superioridade numérica, ainda tentou o tudo por tudo, mas Malián — com corpo, stick e até capacete — foi herói até ao apito final.
O terceiro jogo da eliminatória, agora empatada, está marcado para quarta-feira no Pavilhão João Rocha. A promessa? Mais emoção, mais intensidade… e mais hóquei de altíssimo nível.





