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Telma Monteiro é “inigualável” na competição continental

Telma Monteiro é um caso inigualável na competição continental, com um total de 13 medalhas em Europeus, cinco das quais de campeã europeia e que fazem da judoca em que se prepara para uma 14.ª participação, em Praga.

“Não precisamos de meter pressão à Telma, tem um lote de medalhas que ninguém tem”, lembrou a selecionadora Ana Hormigo, antes de analisar a equipa feminina que estará nos Europeus de Judo.

Telma Monteiro, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016 e quatro vezes vice-campeã mundial, não sabe o que é estar fora do pódio em Europeus, degraus a que sobe desde os 18 anos.

A judoca acumula desde 2004 cinco medalhas de ouro, duas das quais ainda a competir nos -52 kg e antes de subir para a categoria de peso seguinte (-57 kg), uma de prata e sete de bronze, a última já em 2019, nos Jogos Europeus em Minsk.

Aos 34 anos, sem falhar um ‘metal’ e com os Jogos Olímpicos de Tóquio2020 no horizonte, adiados para 2021, Telma enfrenta mais dois Europeus: a partir de quinta-feira em Praga, e em 2021, no que deve ser uma despedida desta prova, em casa, em Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, Ana Hormigo reconhece existir “um hábito” em trazer medalhas, de todo o grupo, mas o que lhe agrada é ver que todas as judocas “estão focadas” e “motivadas” para a prova.

“Vão sempre trabalhar para a medalha, mas é combate a combate, é muito imprevisível”, assinalou a também antiga judoca, que foi medalha de bronze nos Europeus de 2008, em Lisboa.

Para a competição em Praga, a selecionadora destaca a experiência, mas também a juventude, num grupo de nove judocas em que entraram Raquel Brito (-48 kg) e Joana Crisóstomo (-70 kg), medalhas de bronze e prata nos recentes Europeus de juniores.
“É uma oportunidade para as atletas, que não tendo tanta pressão conseguem pisar o território das seniores”, explicou a treinadora, com a chamada das judocas mais jovens, em jeito de prémio pelos resultados alcançados na Croácia, mas também face às lesões de Maria Siderot (-48 kg), Joana Diogo (-52 kg) e Patrícia Sampaio (-78 kg).

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