A seleção portuguesa de andebol sub-21 escreveu uma das páginas mais gloriosas da sua história, ao alcançar este domingo a final do Campeonato do Mundo da categoria, onde caiu com honra frente à poderosa Dinamarca, por 26-29, em Katowice, na Polónia. Foi a melhor prestação de sempre de Portugal na prova, selada diante de uma muralha chamada Frederik Wolff — o guarda-redes nórdico que acabou por ser o herói da final.
O duelo, que reedita o confronto de 2023 (vitória dinamarquesa por 30-25), foi carregado de emoção, nervo e momentos de talento puro. Portugal entrou determinado e até se adiantou no marcador, com destaque para um golo acrobático de Tomás Teixeira. No entanto, as exclusões — algumas discutíveis — começaram a penalizar a equipa lusa, em particular Ricardo Brandão, que somou dois castigos ainda antes do intervalo.
A eficácia dinamarquesa, especialmente em contra-ataque, foi implacável e aproveitou os erros sucessivos da seleção portuguesa, que, apesar de ter em Diogo Rêma um guarda-redes em grande forma (incluindo duas defesas consecutivas em livres de sete metros), chegou ao intervalo a perder por 10-14.
No segundo tempo, Portugal reentrou com garra e reduziu para dois golos, com destaque para Xavier Barbosa e João Bandeira. Mas, sempre que os comandados de Carlos Martingo se aproximavam do empate, surgiam exclusões, livres de sete metros ou faltas ofensivas que empurravam novamente a Dinamarca para a frente.
A reta final teve momentos de autêntico sufoco: Afonso Mendes roubou uma bola e reduziu para 22-24, José Ferreira converteu um livre de sete metros e colocou o marcador em 24-25, mas um cartão vermelho direto a João Bandeira travou a recuperação. Ainda assim, a esperança manteve-se até aos últimos segundos, quando mais uma falta atacante afastou em definitivo o sonho luso.
A Dinamarca ergueu o troféu pela quarta vez na sua história — primeira desde 2005 — mas a seleção portuguesa sai da Polónia como vice-campeã mundial e com uma geração que promete lutar por mais no futuro.
Portugal deixa, assim, o Mundial com a cabeça erguida — e o andebol nacional com um novo marco histórico.





