Maurizio Sarri deixou duras críticas à direção da Lazio, denunciando a falta de ambição do clube romano e o peso das decisões concentradas no presidente Claudio Lotito. Em declarações à imprensa italiana, o treinador rejeitou ser o responsável pela debandada de jogadores e revelou um clima de frustração no balneário.
«Os rapazes disseram-me que querem sair porque não veem grandes ambições no clube. Um que foi transferido há 10 dias chorou 20 minutos no meu gabinete, então de que estamos a falar?», afirmou Sarri, visivelmente incomodado com a atual política desportiva do emblema romano.
Só neste mercado de inverno, a Lazio já perdeu várias peças importantes: Taty Castellanos foi vendido ao West Ham, Matteo Guendouzi transferiu-se para o Fenerbahçe e Diego González rumou ao Atlas. A estes nomes poderá juntar-se em breve Alessio Romagnoli, central e capitão de equipa, que está muito perto de assinar pelo Al-Sadd, do Catar, treinado por Roberto Mancini.
Sobre Romagnoli, Sarri foi particularmente contundente. «É insubstituível. Mesmo que me trouxessem um defesa em troca, não seria a mesma coisa. Para além do seu valor inquestionável, é o jogador que melhor se adapta às minhas ideias, lidera a defesa. Poderia chegar alguém até mais forte, mas demoraria meses a fazer aquilo que o Romagnoli já faz hoje», sublinhou.
O treinador italiano criticou ainda a forma como foi gerida a saída de Guendouzi. «A sua venda nunca foi discutida comigo. No lugar dele foi contratado um jogador complementar, não um reforço. Vivemos na incerteza. É preciso fazer algo, mas não me perguntem o quê, porque as transferências são decididas pelo clube, pelo presidente», atirou.
A Lazio ocupa atualmente o nono lugar da Serie A e continua em prova na Taça de Itália, mas as palavras de Sarri expõem um claro desalinhamento entre a equipa técnica e a estrutura diretiva, numa fase decisiva da temporada.





