Juventus e AC Milan anulam-se em Turim: Pulisic falha penálti e Leão agita um clássico sem golos

O aguardado duelo entre Juventus e AC Milan terminou sem golos (0-0), num encontro da Serie A que prometia espetáculo, mas acabou por deixar muito a desejar. A Juventus somou o quinto empate consecutivo — embora mantenha a invencibilidade —, enquanto o Milan, também longe do brilho habitual, saiu de Turim com um ponto graças a um penálti desperdiçado por Christian Pulisic.

O regresso de Massimiliano Allegri ao Estádio Allianz marcou o início de um jogo com forte carga emocional, mas pouca inspiração. Os adeptos bianconeri saudaram o antigo técnico com aplausos e uma faixa de agradecimento, num ambiente digno de clássico. Contudo, dentro das quatro linhas, o primeiro tempo foi morno e sem grandes ocasiões de perigo.

Sem Bremer e Khéphren Thuram, a Juventus confiou em Kenan Yildiz e nas acelerações de Francisco Conceição para tentar romper a defesa milanista. Do lado dos rossoneri, Luka Modric tentou dar critério e Pulisic procurou explorar as costas da defesa. Ainda assim, as tentativas de Jonathan David e Adrien Rabiot não assustaram verdadeiramente Mike Maignan nem Michele Di Gregorio.

O segundo tempo trouxe mais emoção, ainda que sem golos. Aos 54 minutos, Federico Gatti obrigou Maignan a uma defesa espetacular na sequência de um canto, e logo a seguir surgiu o momento decisivo da partida: Christian Pulisic, chamado a converter um penálti após falta de Lloyd Kelly sobre Santiago Giménez, atirou por cima, desperdiçando a melhor oportunidade do encontro.

A entrada de Rafael Leão, por volta da hora de jogo, trouxe vida ao ataque do Milan. O português foi o jogador mais perigoso em campo, criando duas ocasiões claras — uma travada por Di Gregorio e outra desperdiçada já perto do fim, após excelente passe de Modric.

Apesar das mexidas ofensivas de ambos os treinadores, o marcador não se alterou. A Juventus somou o quinto empate consecutivo, continuando invicta, mas com exibições aquém do esperado. Já o Milan manteve-se firme defensivamente e mostrou capacidade de reação, mas faltou-lhe eficácia para regressar às vitórias.

Um clássico de grandes nomes, mas de poucas emoções — e que deixou no ar a sensação de que ambos jogaram mais para não perder do que para vencer.