Kenneth Taylor esteve muito perto de reforçar o FC Porto no último mercado de verão, num processo que acabou por cair nos instantes finais. O médio neerlandês permaneceu no Ajax até este mês, tendo sido oficializado na semana passada como reforço da Lazio, numa transferência avaliada em 17 milhões de euros. Agora, o seu representante, Guido Albers, explicou publicamente os motivos que impediram o reencontro do jogador com Francesco Farioli em Portugal.
Em declarações à ESPN, no programa Goedemorgen Eredivisie, o agente confirmou que Taylor estava fortemente interessado na mudança para o Dragão, mas apontou o Ajax como principal responsável pelo desfecho negativo das negociações.
«O Wolverhampton ofereceu, inicialmente, uma quantia superior a 30 milhões de euros. Isso acabou por definir o padrão. Para o Ajax era importante atingir esse valor e essa fasquia perseguiu-me durante todo o verão», começou por explicar Guido Albers.
Segundo o empresário, a direção do clube de Amesterdão nunca viu o FC Porto como um parceiro fiável do ponto de vista financeiro. «O Ajax via o FC Porto como uma espécie de clube de terceiro mundo e, por isso, não queria fazer negócios com eles. Consideravam-nos pouco confiáveis financeiramente e essa desconfiança acabou por fazer cair a transferência no último momento», revelou.
Albers acrescentou ainda que o negócio esteve praticamente fechado. «Os contratos estavam praticamente concluídos. A última proposta do FC Porto foi de 22 milhões de euros, mas o Ajax entendeu que não era suficiente», explicou, sublinhando que, meses depois, o clube neerlandês acabaria por vender o jogador por menos cinco milhões de euros.
O representante de Taylor criticou ainda a postura do Ajax perante um jogador formado no clube. «Foram intransigentes com um atleta da própria academia. Tive dificuldades em aceitar isso. Teria sido um bom exemplo de cooperação. O Ajax já tinha indicado que iria facilitar uma saída no mercado de inverno e acabou por cumprir essa palavra», concluiu.
Assim, Kenneth Taylor não chegou a vestir de azul e branco, apesar da vontade expressa de regressar a trabalhar com Francesco Farioli, acabando por seguir carreira em Itália ao serviço da Lazio.





