O Manchester United voltou a ficar aquém das expectativas na Premier League e soma apenas um ponto em duas jornadas. Depois da derrota inaugural diante do Arsenal, a equipa de Ruben Amorim não conseguiu melhor do que um empate (1-1) contra o Fulham, de Marco Silva, em Craven Cottage, num encontro em que esteve em vantagem, mas deixou escapar o triunfo.
A entrada dos red devils foi convincente. Com pressão alta, posse de bola dominante e investidas constantes pelos corredores, o United empurrou o Fulham para perto da sua área. A estratégia passava por explorar a largura do campo, com bolas longas de De Ligt e companhia para os alas, sobretudo Dorgu, que se revelou um dos elementos mais ativos no desequilíbrio ofensivo. As ocasiões surgiram em catadupa: Matheus Cunha acertou no poste e, instantes depois, viu Leno negar-lhe o golo; já perto do intervalo, Bruno Fernandes teve nos pés a oportunidade perfeita, mas falhou uma grande penalidade que podia ter mudado a história do jogo.
O nulo manteve-se até ao descanso, mas o marcador mexeu no segundo tempo. Aos 55 minutos, após um canto, Leny Yoro ganhou no duelo aéreo e forçou Rodrigo Muniz, infeliz, a desviar a bola para a própria baliza. O golo parecia abrir caminho para a primeira vitória da temporada, mas a resposta dos cottagers foi quase imediata. Alex Iwobi cruzou tenso da direita e Emile Smith-Rowe apareceu oportuno no primeiro poste, com um remate de primeira que restabeleceu a igualdade.
Até final, Amorim tentou refrescar a frente de ataque, mas a equipa não conseguiu voltar a encontrar espaços na bem organizada defesa londrina. O empate acaba por saber a pouco para o United, que falhou novamente a oportunidade de somar os três pontos e vê aumentar a pressão neste arranque de época.





