Imprensa inglesa revela o conflito interno que terá precipitado a saída de Ruben Amorim do Manchester United

A saída de Ruben Amorim do comando técnico do Manchester United poderá ter sido influenciada por um episódio de tensão com Jason Wilcox, diretor para o futebol do clube inglês, segundo revela o jornal britânico The Sun.

De acordo com a publicação, dois dias antes do empate do United frente ao Leeds United, Wilcox terá afirmado nos corredores do centro de treinos que era o “manager” dos red devils, enquanto Amorim seria apenas o “coach”. O comentário terá deixado o treinador português visivelmente agastado, deteriorando ainda mais a relação entre os dois.

O desentendimento terá culminado no dia seguinte, após o empate por 1-1, com o clube a anunciar o despedimento do técnico. Na conferência de imprensa posterior ao jogo, Amorim usou repetidamente o termo “manager” para sublinhar a sua posição:

“Vim para aqui para ser o manager do Manchester United, não para ser o treinador do Manchester United. E isso é claro. Sei que o meu nome não é Tuchel, não é Conte, não é Mourinho, mas sou o manager do Manchester United. Só quero dizer que sou o manager desta equipa, não apenas o treinador. Fui muito claro quanto a isso. E isto vai durar 18 meses e depois todos seguirão em frente. Era este o acordo. E será assim durante 18 meses, ou até que a Direção decida mudar. Não vou desistir. Farei o meu trabalho até que outra pessoa me venha substituir”, declarou.

A publicação acrescenta que, numa reunião anterior ao jogo com o Leeds, Wilcox terá questionado a abordagem tática de Amorim e afirmado que o técnico não tinha o mesmo estatuto de outros treinadores de renome. A direção do Manchester United terá apoiado Wilcox, defendendo que, na hierarquia do clube, o diretor de futebol está acima do treinador e tem o direito de dar feedback sobre o seu trabalho. As tensões entre ambas as partes teriam, assim, atingido níveis bastante elevados.