O ambiente aqueceu em pleno verão na Catalunha. Segundo avança esta terça-feira o Mundo Deportivo, o FC Barcelona abriu um processo disciplinar contra Marc-André ter Stegen, na sequência da recusa do guarda-redes em assinar um documento que permitiria ao clube partilhar os seus dados clínicos com a Comissão Médica da LaLiga.
De acordo com fontes próximas do internacional alemão, Ter Stegen recusou-se a autorizar o envio de informação médica relativa à lesão lombar que sofreu e que o obrigou a ser submetido a um procedimento cirúrgico no final de julho.
Esta decisão teve consequências imediatas: sem a assinatura do atleta, o Barcelona fica impossibilitado de recorrer ao mecanismo legal que permitiria utilizar 80% do salário do guardião para efeitos de fair-play financeiro — medida necessária para inscrever o jovem Joan García como reforço de emergência.
Face à posição do jogador, a direção blaugrana decidiu avançar com um processo disciplinar, remetendo o caso para os serviços jurídicos do clube. Ainda assim, o Barcelona reconhece que Ter Stegen está no seu pleno direito de não partilhar os dados médicos, uma vez que estes são legalmente protegidos.
No entanto, os catalães entendem que o contrato do guarda-redes impõe obrigações de colaboração em determinadas circunstâncias, nomeadamente quando estão em causa questões regulamentares que interferem diretamente na gestão do plantel.
O internacional alemão sustenta que o tempo de paragem será de apenas três meses, mas o clube considera que a recuperação será mais longa, admitindo mesmo que houve uma recaída. Essa diferença de diagnósticos está na origem do impasse e, agora, também do conflito interno.
Caso não haja acordo nos próximos dias, Ter Stegen poderá enfrentar sanções internas e o Barcelona arrisca-se a ficar sem margem para reforçar a baliza até janeiro. Uma bronca que promete marcar o início da temporada em Camp Nou.





