Uma noite europeia absolutamente histórica no Estádio da Luz terminou com o Benfica a vencer o Real Madrid por 4-2 e a garantir o apuramento, num desfecho épico decidido já nos descontos, com um golo improvável — e inesquecível — de Anatoliy Trubin.
O encontro começou a alta intensidade e cedo ficou claro que seria marcado pela emoção. Apesar do maior domínio encarnado nos minutos iniciais, foi o Real Madrid a adiantar-se no marcador, aos 30 minutos, por intermédio de Kylian Mbappé. A resposta do Benfica foi imediata e demolidora. Andreas Schjelderup restabeleceu a igualdade aos 36’, antes de Vangelis Pavlidis consumar a reviravolta já em tempo de compensação da primeira parte, convertendo uma grande penalidade aos 45+5’.
A segunda parte manteve o ritmo frenético, com a chuva a intensificar-se no relvado e os golos a sucederem-se. Schjelderup voltou a fazer a diferença aos 56 minutos, ao bisar e colocar o Benfica com dois golos de vantagem. No entanto, Mbappé respondeu quase de imediato, aos 58’, mantendo o Real Madrid vivo na luta pelo apuramento.
Com o relógio a avançar e os restantes jogos já concluídos, o Benfica sabia que precisava de mais um golo para seguir em frente. Já nos descontos, Raúl Asencio foi expulso, deixando os espanhóis reduzidos a dez unidades. No lance final, numa última tentativa desesperada, Anatoliy Trubin subiu à área adversária e escreveu um dos capítulos mais improváveis da história europeia do clube, ao marcar o golo do 4-2 que fez explodir a Luz.
Um guarda-redes a marcar, frente ao Real Madrid, para garantir o apuramento na Champions League: um desfecho de contornos quase irreais. O Benfica segue assim para os play-offs da prova, depois de uma noite que ficará para sempre gravada na memória dos adeptos encarnados.





