O Paris Saint-Germain escreveu, este sábado, uma das páginas mais gloriosas da sua história ao conquistar, pela primeira vez, a Liga dos Campeões. Em noite de gala no Allianz Arena, em Munique, a equipa de Luis Enrique cilindrou o Inter de Milão por 5-0 e selou uma temporada absolutamente memorável, coroada com o triplete: campeonato, taça e Champions.
Com três portugueses no onze inicial — João Neves, Vitinha e Nuno Mendes — e Gonçalo Ramos lançado na segunda parte, o PSG teve um desempenho avassalador, dominando por completo o adversário italiano, que nunca conseguiu encontrar antídoto para o caudal ofensivo parisiense.
Logo aos 12 minutos, Hakimi abriu o marcador contra o seu antigo clube e pediu desculpa aos adeptos nerazzurri, num gesto simbólico que não travou o ímpeto francês. O segundo surgiu ao minuto 20, com Désiré Doué — assistente no primeiro — a finalizar com classe e a reforçar a superioridade do campeão francês.
Apesar de uma tentativa tímida de reação de Thuram, a primeira parte terminou com o PSG confortavelmente na frente (2-0), com Dembélé e Kvaratskhelia a ameaçarem ampliar a vantagem ainda antes do intervalo.
No segundo tempo, Simone Inzaghi apostou em mudanças, incluindo a entrada de Bisseck, ex-Vitória SC, que acabou por sair lesionado pouco depois. A resposta do Inter foi nula e o PSG aproveitou para carregar ainda mais. Ao minuto 63, Vitinha brilhou numa jogada individual e ofereceu o golo a Doué, que bisou na final e matou as aspirações italianas.
A goleada foi crescendo: Kvaratskhelia fez o quarto aos 73 minutos e, já com Gonçalo Ramos em campo, o jovem Mayulu fechou as contas aos 87’, num remate seco que silenciou os adeptos do Inter presentes em Munique.
A final confirmou o domínio total de um PSG rejuvenescido, ambicioso e finalmente consagrado na Europa. Depois de anos de desilusões, o clube parisiense ergue a tão desejada “orelhuda”, com forte cunho português num plantel que parece agora pronto a marcar uma era.





