Um grupo de associados do FC Porto tornou pública uma carta aberta onde manifesta forte descontentamento com a liderança atual do clube, liderada por André Villas-Boas. A posição, subscrita por vários sócios com ligação a anteriores candidaturas, traça um retrato severo da época desportiva e da gestão do clube, assinalando um “fracasso em toda a linha”.
Os signatários – entre os quais se destacam Luís Barradas, Heleno Roseira e João Proença, que integraram a lista do ex-candidato Nuno Lobo – lamentam não apenas os maus resultados nas competições nacionais e europeias, mas também aquilo que consideram uma clara perda de identidade, ambição e união dentro do clube.
Sob o lema “Pelo nosso Porto, de alma cheia e cabeça erguida”, os subscritores denunciam a ausência de liderança firme, a instabilidade no balneário e a inexistência de uma estratégia definida tanto no plano desportivo como financeiro. Criticam ainda a escolha dos treinadores Vítor Bruno e Martín Anselmi, considerando que os perfis selecionados não foram adequados ao momento do clube.
Outro ponto levantado na missiva prende-se com a transparência: os sócios mostram-se insatisfeitos com a não divulgação completa dos resultados da auditoria forense prometida e questionam a inércia da direção perante as irregularidades que alegadamente foram detetadas.
A carta insiste que o FC Porto não pertence às suas direções nem a figuras isoladas, mas sim aos seus sócios – aqueles que vivem o clube com paixão diária. Recusam comparações com épocas passadas menos conseguidas e apelam a um regresso à alma, raça e ambição que consideram estar em falta. Reforçam ainda a sua disponibilidade para colaborar na construção de soluções que devolvam o clube ao caminho das vitórias.
Subscritores da carta aberta:
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Luís Barradas (sócio nº 6186)
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Heleno Roseira (sócio nº 10063)
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João Proença (sócio nº 14460)
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Paulo Vasconcelos (sócio nº 1730)
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Tânia Barroso (sócia nº 146755)
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Filipe Neto (sócio nº 150325)
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Fernando Emílio (sócio nº 832)
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António Quintas (sócio nº 57131)





