A pouco mais de um ano do arranque do Campeonato do Mundo de 2026, Roberto Martínez deixou pistas claras sobre o caminho que Portugal pretende seguir na preparação para a competição, ao assumir a necessidade de reforçar o leque de opções ofensivas com a convocatória de um terceiro ponta de lança.
Em entrevista à agência Lusa, o selecionador nacional falou com a experiência de quem já viveu dois Mundiais e sublinhou a importância do crescimento progressivo durante a fase inicial do torneio. “Vai ser o meu terceiro Campeonato do Mundo e aprendi que ninguém chega como uma equipa campeã. É preciso crescer durante os primeiros três jogos e fazer tudo para que os nossos jogadores estejam confortáveis durante o torneio”, explicou.
Martínez abordou ainda o peso da história – ou da falta dela – de Portugal em fases finais de Mundiais, assumindo que esse fator também entra na preparação mental da equipa. “Não temos história em Mundiais e isso faz parte da nossa preparação psicológica. Ir passo a passo e fazer os jogadores acreditarem que podemos realmente ganhar o Mundial”, afirmou.
No capítulo das escolhas, o técnico espanhol garantiu que não há portas fechadas na seleção, embora reconheça a elevada concorrência existente. “A porta da seleção está sempre aberta, mas a competitividade que existe faz com que a dificuldade em entrar seja grande”, referiu, antes de apontar diretamente uma lacuna a colmatar. “Neste momento, achamos que precisamos de um terceiro ponta de lança e que essa será uma posição importante para o Mundial. Temos vários perfis e o estágio de março vai ser muito importante nisso.”
Portugal integra o grupo K do Mundial 2026, onde irá defrontar Usbequistão, Colômbia e o vencedor da Repescagem Internacional 1. A estreia da seleção nacional na prova está agendada para 17 de junho, data que marca o início de mais uma caminhada com ambições declaradas.





