Mundial 2026: Espanha e Argentina disputam este domingo a glória eterna numa final inédita em Nova Jérsia

O Campeonato do Mundo de 2026 chega, este domingo, ao fim com um duelo de luxo entre Espanha e Argentina, no Estádio MetLife, em Nova Jérsia. A partir das 20h00 (hora de Portugal continental), as duas seleções procuram escrever mais uma página na história do futebol, naquela que será a primeira final de um Mundial entre os atuais campeões da Europa e da Copa América.

A seleção espanhola chega ao encontro decisivo como uma das grandes sensações da prova. Depois do inesperado empate frente a Cabo Verde na jornada inaugural, a equipa orientada por Luis de la Fuente respondeu da melhor forma, somando seis vitórias consecutivas e eliminando Áustria, Portugal, Bélgica e França rumo à final. Ao longo do torneio, sofreu apenas um golo e nunca esteve em desvantagem, confirmando a consistência defensiva que tem marcado o seu percurso.

Do outro lado, estará uma Argentina habituada a superar dificuldades. Depois de uma fase de grupos imaculada, a verdade é que a atual campeã do mundo precisou de prolongamento diante de Cabo Verde e da Suíça e voltou a recuperar de uma desvantagem para eliminar o Egito, nos oitavos de final, e a Inglaterra, nas meias-finais. Desta forma, a equipa de Lionel Scaloni apresenta-se na terceira final das últimas quatro edições do Mundial e procura tornar-se apenas a terceira seleção da história a conquistar dois títulos mundiais consecutivos, algo alcançado apenas por Itália, em 1934 e 1938, e Brasil, em 1958 e 1962.

Por conseguinte, o duelo coloca frente a frente duas filosofias distintas. A Espanha privilegia o controlo da posse de bola, a organização coletiva e a solidez defensiva, enquanto a Argentina aposta na intensidade, na capacidade de reação e no talento individual dos seus jogadores mais influentes.

Entre as principais figuras da final, destacam-se Mikel Oyarzabal, melhor marcador espanhol na competição, e Lionel Messi, que continua a liderar o ataque argentino. Na La Roja, há ainda Lamine Yamal, ao passo que Lautaro Martínez surge igualmente como uma das armas ofensivas da albiceleste, depois de ter voltado a ser decisivo nas eliminatórias.

Além disso, o historial entre as duas seleções apresenta um equilíbrio quase absoluto. Em 14 encontros, registam-se seis vitórias para cada lado e dois empates. O único confronto em Campeonatos do Mundo aconteceu em 1966, com triunfo argentino, por 2-1, enquanto o duelo mais recente terminou com uma expressiva vitória espanhola, por 6-1, num encontro particular disputado em 2018.

Relativamente à equipa de arbitragem, essa será liderada pelo esloveno Slavko Vincic, que terá, como assistentes, os também eslovenos Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic. O jordano Adham Makhadmeh será quarto árbitro e Mohammad Alkhalaf assistente de reserva. No VAR, estará o alemão Bastien Dankert.

Em suma, sem baixas de relevo em qualquer dos plantéis, espera-se uma final intensa entre o melhor ataque e a defesa mais eficaz da competição. Espanha procura conquistar o seu segundo título mundial, enquanto a Argentina tenta defender com sucesso a coroa conquistada há quatro anos, no Catar, e reforçar o seu lugar entre as maiores seleções da história.