A Espanha venceu, este domingo, a Argentina, por 1-0, na final do Campeonato do Mundo de 2026, disputada em Nova Jérsia, e voltou a erguer o troféu 16 anos depois da conquista na África do Sul. O único golo da partida surgiu já no prolongamento, por intermédio de Ferran Torres, num encontro em que a seleção orientada por Luis de la Fuente dominou durante largos períodos, mas encontrou pela frente uma Argentina sólida defensivamente e que terminou reduzida a dez jogadores.
A final ficou marcada pelo equilíbrio durante os 90 minutos regulamentares, apesar da superior iniciativa da formação espanhola. A equipa europeia assumiu a posse de bola e tentou controlar o jogo desde cedo, enquanto a Argentina privilegiou uma estratégia mais cautelosa, apostando na consistência defensiva e na intensidade física para travar os ataques adversários.
A melhor oportunidade da primeira parte pertenceu à Espanha. Logo nos minutos iniciais, Lamine Yamal apareceu em boa posição para marcar, mas Lisandro Martínez, com a ajuda de Emiliano Martínez, evitou o golo. A seleção argentina, comandada por Lionel Scaloni, teve dificuldades em criar situações de perigo junto da baliza de Unai Simón e chegou mesmo ao intervalo sem conseguir incomodar o guarda-redes espanhol.
Antes do descanso, Lisandro Martínez viu o cartão amarelo e acabou por abandonar o encontro devido a lesão, aos 44′, sendo rendido por Nicolás Otamendi.
Após o reatamento, a Espanha voltou a entrar mais perigosa. Álex Baena aproveitou um erro na construção argentina para rematar de fora da área, obrigando Emiliano Martínez a uma intervenção segura. Pouco depois, uma entrada de Leandro Paredes sobre Rodri originou um momento de tensão entre os jogadores das duas equipas, rapidamente resolvido pelo árbitro Slavko Vincic com recurso ao cartão amarelo.
A pressão espanhola intensificou-se com o passar dos minutos. Ferran Torres esteve perto de marcar de cabeça, aos 67′, na sequência de um cruzamento de Lamine Yamal, mas voltou a encontrar Emiliano Martínez inspirado. Pouco depois, Pedri, Pau Cubarsí e Aymeric Laporte também criaram ocasiões para desfazer o nulo, sem sucesso.
Nos instantes finais do tempo regulamentar, a Argentina ficou em inferioridade numérica. Enzo Fernández foi expulso, com segundo amarelo, aos 90+3′, depois de uma entrada muito dura sobre Pau Cubarsí. Ainda antes do apito para o prolongamento, Lamine Yamal dispôs da melhor oportunidade da partida até então, ao cobrar um livre direto que obrigou Emiliano Martínez a uma defesa de elevado grau de dificuldade.
O prolongamento começou com um golo anulado à Espanha. Nico Williams colocou a bola na baliza argentina aos 95 minutos, mas o árbitro invalidou o lance depois de assinalar falta de Mikel Merino sobre Nicolás Otamendi na origem da jogada.
Ainda assim, a equipa espanhola manteve a pressão e acabou por ser recompensada já na segunda parte do prolongamento. Aos 106′, Nico Williams assistiu Ferran Torres com um cabeceamento para trás e o avançado do Barcelona apareceu na área para finalizar e colocar a Espanha em vantagem.
Pouco depois, o mesmo Ferran Torres voltou a introduzir a bola na baliza argentina, aos 113′, mas o lance foi anulado por fora de jogo no início da jogada.
Nos minutos finais, a Argentina tentou reagir e aproximou-se da igualdade. Lionel Messi esteve perto de surpreender Unai Simón com um cruzamento muito fechado, Nicolás Tagliafico viu um remate ser intercetado em cima da linha e Giuliano Simeone desperdiçou uma das últimas oportunidades da partida quando tinha condições para marcar, mas o marcador não mais se alterou.
Com este triunfo, a Espanha conquistou o segundo Campeonato do Mundo da sua história, repetindo o feito alcançado em 2010. Para Luis de la Fuente, trata-se de mais um título ao serviço da seleção espanhola, depois das vitórias no Euro 2024 e na Liga das Nações de 2023.





