Andrea Pirlo confirmou, esta segunda-feira, que já não é candidato ao cargo de selecionador nacional de Itália, colocando um ponto final nas especulações que o apontavam como principal favorito para suceder a Gennaro Gattuso no comando da Squadra Azzurra.
O atual treinador do FC United, dos Emirados Árabes Unidos, revelou que foi informado da decisão através de um telefonema recebido na noite de domingo, quando regressava ao hotel em Geinberg, após um jogo de preparação. Segundo a imprensa italiana, a chamada terá sido efetuada por Paolo Maldini, Leonardo ou pelo presidente da Federação Italiana de Futebol, Giovanni Malagò.
A candidatura de Pirlo terá caído nos últimos momentos devido à polémica em torno de uma colaboração comercial com a casa de apostas russa Fonbet. O presidente da federação e o departamento jurídico da FIGC analisaram o contrato antes de ser tomada a decisão final.
Antes de confirmar que estava fora da corrida, o antigo internacional italiano já tinha recorrido às redes sociais para esclarecer a natureza dessa parceria.
“A colaboração profissional objeto das recentes polémicas nasce no âmbito do meu percurso profissional nos Emirados Árabes Unidos e é exclusivamente de natureza comercial e desportiva. Atribuir-lhe um significado político significa atribuir-me convicções que nunca expressei e que não me pertencem”, escreveu.
Já esta segunda-feira, Pirlo revelou oficialmente que deixou de ser opção para assumir a seleção italiana e lamentou a forma como todo o processo decorreu.
“Soube ontem à noite que já não sou o candidato ao banco da seleção italiana. Por respeito às instituições, à Federação e a todas as pessoas envolvidas, optei por manter o silêncio até agora, mas depois de saber ontem à noite que já não sou o candidato ao banco da seleção italiana, considero meu dever esclarecer alguns aspetos.”
O técnico acrescentou ainda que ficou desapontado por uma decisão desportiva ter sido envolvida em polémicas públicas.
“Lamento que uma escolha de caráter desportivo tenha sido rapidamente arrastada para um debate público que acabou por atribuir à minha pessoa significados e intenções que não me pertencem. O amor por Itália não depende de um cargo. Faz parte da minha história, da minha identidade e continuará a acompanhar-me, sempre.”
Com a saída de Pirlo da corrida, continua por definir quem assumirá o comando técnico da seleção italiana. De acordo com a imprensa transalpina, também o futuro de Paolo Maldini e Leonardo na estrutura federativa permanece incerto, podendo ambos abandonar os respetivos cargos, enquanto a decisão final ficará nas mãos do presidente da FIGC, Giovanni Malagò.





