Gonçalo Inácio na mira do Al Ittihad

O mercado de transferências pode ainda reservar um dossiê quente em Alvalade. O Al Ittihad, um dos quatro emblemas sauditas controlados pelo Fundo Público de Investimento (PIF), procura reforçar o centro da defesa e tem Gonçalo Inácio entre as opções em análise.

De acordo com informações avançadas pelo jornal A Bola, o clube de Jeddah poderá em breve formalizar uma sondagem através de um empresário mandatado para negociar em seu nome. Segundo a mesma fonte, a proposta deverá rondar os 40 milhões de euros, mais bónus, um valor próximo do que a SAD leonina pretende neste momento pelo internacional português, numa fase em que o excesso de soluções para a posição de central aumenta a margem de manobra negocial.

O mercado na Arábia Saudita encerra apenas a 10 de setembro, ao contrário do português, que fecha a 1 do mesmo mês à meia-noite, o que antecipa dias intensos. Os quatro grandes clubes do país — Al Hilal, Al Ahli, Al Nassr e Al Ittihad — têm ordens claras para reforçar os plantéis com jogadores estrangeiros, sendo obrigados, ao mesmo tempo, a libertar vagas devido ao limite de dez elementos não sauditas (dois obrigatoriamente sub-21).

No caso específico do Al Ittihad, a entrada de Gonçalo Inácio dependeria de saídas de peso. Kanté é apontado a um regresso a França, enquanto Fabinho é seguido de perto por clubes brasileiros. Caso esses cenários se confirmem, o português Danilo Pereira passaria a desempenhar funções no meio-campo, abrindo espaço para a chegada do central sportinguista.

O emblema saudita tem estado frequentemente associado a jogadores portugueses, estando também ligado ao interesse em Rodrigo Mora, jovem promessa do FC Porto. O próprio modelo de negociações do PACE (Player Acquisition Centre of Excellence), estrutura criada pelo PIF para gerir estas operações, aumenta a imprevisibilidade: pode iniciar conversações em nome de um clube e, posteriormente, redirecionar o jogador para outro dos emblemas do fundo.

Com esta teia de interesses e variáveis, o futuro de Gonçalo Inácio permanece em aberto, mas a hipótese saudita ganha força nos derradeiros dias de mercado.