Às vésperas do segundo jogo de Portugal no Euro Feminino, Ana Borges assumiu o papel de porta-voz da seleção nacional. Em conferência de imprensa realizada na Suíça, onde decorre o torneio, a defesa de 35 anos abordou o confronto com a Itália, agendado para esta segunda-feira às 20h00, e deixou claro que a equipa está determinada em reagir à derrota na ronda inaugural.
“Depois de um resultado negativo, queremos que chegue o dia de amanhã. Sabemos o que temos de fazer e do que somos capazes.”
A veterana internacional portuguesa não escondeu o respeito pelo adversário, destacando a qualidade individual das italianas, mas mostrou confiança na identidade coletiva da equipa das quinas:
“Sabemos o poderio da Itália. Mas se conseguirmos implementar o nosso futebol, sairemos com um resultado positivo.”
Sobre a chegada ao SL Benfica, após a saída do Sporting CP, Ana Borges preferiu resguardar o tema, embora tenha deixado um comentário direto:
“Estava no desemprego. O Benfica chegou-se à frente e não havia como recusar.”
Questionada sobre o favoritismo no embate entre portuguesas e italianas, a resposta foi pragmática:
“Penso que, nesta fase, não existem favoritos. Esperamos que seja um jogo 50/50. Já provámos que conseguimos competir com qualquer seleção.”
Com mais de 150 internacionalizações e uma carreira recheada de experiência, Ana Borges garante que a idade não retira motivação:
“Tenho a mesma ambição da minha primeira internacionalização. Enquanto me sentir capaz de ajudar a seleção, vou fazê-lo.”
A seleção nacional procura, assim, somar os primeiros pontos no Europeu e manter viva a esperança de seguir em frente, num duelo que se antevê equilibrado.





