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FIFA vai limitar reduções salariais

A FIFA está a preparar diretrizes para balizar as reduções salariais por parte de clubes a jogadores devido à Covid-19.

Segundo a Reuters, o grupo de trabalho criado pela FIFA após o início da pandemia está atento às ações de clubes de vários países, onde há casos de clubes que já avançaram para regimes de lay-off, rescisões contratuais e também situações de falta de entendimento, como se verifica em Inglaterra.

A agência de notícias britânica, que diz ter tido acesso a um documento interno do organismo que tutela o futebol a nível internacional, refere que é pedida «proporcionalidade» nos cortes e reitera a atenção a outros pontos que já tinham vindo a público, nomeadamente no que diz respeito aos contratos de jogadores que chegam ao fim em junho e que, sugere-se, devem sem prolongados até à nova data definida para o fim da época e novos prazos para o período de transferências.

Há, no entanto, um mas… O mesmo documento admite que a aplicação prática de algumas decisões poderão esbarrar nas leis nacionais, mas a intenção é evitar grandes discrepâncias entre ligas semelhantes e clubes dos mesmos campeonatos. É, por isso, pedido que clubes, ligas e jogadores alcancem plataformas de acordo coletivas.

No fundo, uma das maiores preocupações da FIFA passa por garantir que nenhuma das partes sai amplamente prejudicada pela crise causada pela Covid-19 e que paralisou quase por completo a indústria do futebol: garantir que jogadores e treinadores continuam a ser remunerados, evitar litígios, proteger a estabilidade dos contratos e assegurar a estabilidade financeira dos clubes de forma a que não estejam em situação de bancarrota iminente.

No documento são ainda tidos em conta cenários nos quais haja decisões unilaterais para alterar contratos e as mesmas não se coadunem com as leis em vigor nos países. Aqui, será a FIFA a agir como juiz: “Só serão reconhecidas quando consideradas razoáveis”, cita-se.

 

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