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Fernando Santos completa mil jogos diante da Sérvia e com foco no Mundial

Fernando Santos completa este sábado na Sérvia o jogo mil como treinador principal de uma carreira que, ao nível sénior, começou em 1987/88.

«Não sabia, não tinha nenhuma noção disso. Eu não contabilizo nada», disse à agência Lusa o selecionador nacional, de 66 anos, frisando que ainda terá mais, contabilizando os que efetuou quando foi «treinador dos miúdos».

Fernando Santos recorda que a primeira equipa que treinou «foi o Império da Picheleira», quando «tinha 20 anos», seguindo-se «os juniores do Estoril e os juvenis do Estoril, enquanto era jogador», pelo que ainda deve ter «mais do que isso».

A carreira como treinador principal começou a meio da época 1987/88, quando António Fidalgo, do qual era adjunto, rumou ao Salgueiros, da primeira divisão, deixando-lhe o comando do Estoril Praia, da Zona Sul da II Divisão.

«Lembro-me perfeitamente do primeiro jogo em que eu era o treinador, mas aí ainda não o era oficialmente. Eu fui treinador/jogador nesse jogo. Ou seja, fui para o banco enquanto jogador, para poder estar no banco. Foi um FC Porto-Estoril, para a Taça de Portugal», recordou.

Passaram, entretanto, mais de três décadas, e «mudou muita coisa», garante o técnico, que se estreou ao comando dos canarinhos com 33 anos.

«O que eu sou hoje como treinador não tem nada a ver com o que era naquela altura. Tudo mudou no futebol e, obviamente, também como treinador, tudo mudou ou muita coisa mudou. Há muita coisa que mudou. Claro que há sempre um traço ou outro que se mantém, mas a evolução é constante. Eu não sou o mesmo treinador hoje que era há 10 anos, ou há cinco. Vamos sempre evoluindo», disse.

De todos os jogos, destaca as estreias, a primeira vez, nomeadamente pela seleção das quinas, em 11 de outubro de 2014: «O mais significativo pode ter sido o meu primeiro jogo [por Portugal], o mais sentimental talvez. O primeiro jogo com a França, um particular, porque era a seleção nacional, o hino».

«Mas o primeiro jogo que fiz, também aqui na Sérvia, com a Grécia [vitória por 1-0, em 11 de agosto de 2010], também foi um jogo importante, porque vais representar um país, é uma coisa nova para ti», prosseguiu o atual selecionador luso.

«Quando chegas a um clube grande e fazes o primeiro jogo – eu, felizmente, fiz nos três grandes de Portugal -, também é novo. A inaugural do Estádio de Alvalade, é sempre uma coisa que vai ficar, há sempre coisas que vão marcando».

Quanto a jogos estranhos, acabou por se lembrar de um: «Estranho, estranho, não me lembro de nenhum… Estar a disputar a primeira divisão e sofrer uma derrota por 8-1 num Torreense-Estoril era uma coisa estranha, não é?», questionou, recordando o pesadíssimo desaire sofrido em 02 de maio de 1992.

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