Desconcentração nos extremos dos jogos marca época portista

A época atípica do FC Porto, afastado das taças, Liga Europa e a lutar pelo terceiro lugar no campeonato, pode ser explicada, em parte, pelos lapsos defensivos que têm custado bastantes golos e pontos, alguns motivados por momentos de desconcentração, como o que permitiu ao Benfica abrir o marcador no Dragão, logo no primeiro minuto do clássico.

Analisando os 46 golos sofridos esta temporada- já superou o registo de toda a campanha anterior- e os períodos que têm custado mais “caro” são, precisamente, os inícios e finais de cada parte. Surgem, em destaque, os últimos quartos de hora de cada metade. São 12 golos concedidos entre os 31 minutos e o intervalo, e mais 11 entre os 76′ e o final das partidas, com destaque para os cinco que aconteceram já nos períodos de desconto.

Entre estes 11 (entre os 76′ e o final das partidas) estão os sofridos frente ao Vitória (86′), Lázio (90+2′), Manchester United (90+1′) e Anderlecht (86′), todos ditando prejuízos irreparáveis. A juntar a estes números pouco animadores, a abrir também tem havido muitos problemas: sete golos no primeiro quarto e outros tantos entre os 46′ e os 60′.