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Benfica, Sporting e FC Porto estão a ser alvo de buscas

As principais sociedades desportivas do país, incluindo as do Benfica, FC Porto e Sporting, estão a ser alvo de buscas por parte das autoridades, com crimes fiscais a estarem na mira das autoridades. No terreno estão cerca de 300 elementos da Autoridade Tributária e da GNR, além de procuradores do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), entidade do Ministério Público que tutela o inquérito que recebeu a denominação de “Operação Fora de Jogo”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou em comunicado que “estão em curso 76 buscas, inclusive, domiciliárias, designadamente, em diversos clubes de futebol, respetivas sociedades e dirigentes, escritórios de advogados e agentes intermediários”.

As diligências, esclarece a PGR, “realizam-se em todo o país e estão a ser efetuadas por nove magistrados do Ministério Público do DCIAP, sete magistrados judiciais, 101 inspetores Tributários e 181 militares da Unidade da Ação Fiscal da Guarda Nacional Republicana (GNR)”.

As buscas estão a ser realizadas na sequência de suspeitas da prática de crimes fiscais, desde fraude fiscal qualificada a branqueamento de capitais. Na mira estarão valores relacionados com transferências e contratos de jogadores. Esta investigação estará em curso desde 2015.

“No inquérito investigam-se negócios do futebol profissional, realizados a partir do ano de 2015, e que terão envolvido atuações destinadas a evitar o pagamento das prestações tributárias devidas ao Estado português, através da ocultação ou alteração de valores e outros atos inerentes a esses negócios com reflexo na determinação das mesmas prestações”, refere a PGR.

Além de clubes de futebol, as buscas incidem ainda sobre agentes de jogadores, como Jorge Mendes e a sua empresa Gestifute, e advogados. Carlos Osório de Castro, advogado de Cristiano Ronaldo, é também visado nesta operação.

Neste caso do advogado, as buscas decorrem nos escritórios da Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados, na Avenida da Boavista, e estão a ser dirigidas pelo juiz Carlos Alexandre, magistrado do Tribunal Central de Instrução Criminal que tem o o processo a seu cargo. Osório de Castro é um dos sócios desta sociedade, tal como António Lobo Xavier.

Os investigadores do Fisco e do MP procuram documentação relativa a contratos sobre direitos de jogadores de futebol, incluindo direitos de imagem, prémios de assinatura e pagamentos de comissões. Há suspeitas de recursos a documentos contabilísticos fictícios para empolar custos.

Além dos três grandes, Sporting de Braga, Marítimo, Guimarães e Portimonense, entre outros, são clubes visados.

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