André Villas-Boas apresentou esta quarta-feira, no Estádio do Dragão, as contas da época 2024/25 e aproveitou para traçar as perspetivas financeiras e desportivas do FC Porto. O presidente dos dragões destacou o impacto da operação Dragon Notes — emissão de 115 milhões de euros em obrigações nos Estados Unidos, com prazo de 25 anos e uma taxa anual de 5,62% — como decisiva para a estabilização económica da SAD, em conjunto com a parceria com a Ithaka e as vendas de jogadores.
Segundo o dirigente, o clube atravessa uma “transformação profunda” na gestão, que abre margem para encarar o futuro com otimismo. Villas-Boas sublinhou também o crescimento do número de sócios, fenómeno que, garante, está a acontecer de forma natural e não associado às eleições de abril passado.
No campo das infraestruturas, o líder portista confirmou que os terrenos para o Centro de Alto Rendimento já estão adquiridos e que decorre o processo de licenciamento. Depois de concluído, o projeto deverá demorar entre um ano e meio a dois anos a estar pronto, dependendo do modelo de financiamento a adotar — parceria ou fundos próprios.
Do ponto de vista desportivo, Villas-Boas admitiu que, apesar de considerar o plantel equilibrado, as lesões de Luuk de Jong e Nehuén Pérez podem obrigar a recorrer ao mercado de janeiro, com a possibilidade de contratar um central por compra ou empréstimo.
Sobre o futuro, reforçou que o valor dos passes de jogadores tem vindo a crescer e que, além da luta pelo título e pela entrada na Liga dos Campeões, o clube terá de continuar atento ao mercado para se manter sustentável.
Quanto a perspetivas de longo prazo, o presidente portista lembrou que há compromissos a 25 anos associados às Dragon Notes e que a direção pretende cumpri-los sem perder de vista a essência de clube dos sócios.





