As primeiras conversas sobre um aumento salarial para Geny Catamo, de 24 anos, arrancaram ainda antes do final da época passada. Entretanto, ficaram em pausa devido ao mercado de transferências, mas tudo indica que este mês será retomada a negociação, já com novos dados em cima da mesa.
A SAD do Sporting, liderada por Frederico Varandas e com Bernardo Palmeiro como diretor-geral para o futebol, reconhece que o rendimento do internacional moçambicano desde a última renovação de contrato, em dezembro de 2023, justifica uma revisão salarial. Catamo tem sido peça importante tanto com Rúben Amorim como agora com Rui Borges: soma já 79 jogos, 11 golos e 7 assistências de leão ao peito nesse período.
No verão, chegaram a Alvalade propostas de clubes interessados, nomeadamente o Aston Villa e o Fenerbahçe, que se mostraram disponíveis para pagar cerca de 20 milhões de euros. Contudo, o Sporting apenas admitia vender por valores entre os 25 e 30 milhões, preferindo uma fórmula de 25 milhões fixos + 5 milhões por objetivos. Como não houve acordo, Catamo manteve-se no plantel, mas ficou claro que podia receber salários muito superiores no estrangeiro.
Ciente disso, a direção leonina prepara agora um reajuste no ordenado do jogador, que continua numa faixa salarial baixa dentro do grupo, apesar de já ser um titular regular e de ter ganho estatuto. Atualmente, atua como extremo direito no ataque, empurrando Geovany Quenda para o banco.
O contrato de Catamo é válido até junho de 2028 e inclui uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros, valor bem acima da sua avaliação de mercado atual (15 milhões, segundo o Transfermarkt).
Outra mudança importante aconteceu este verão: o Sporting, que antes detinha apenas 25% dos direitos económicos, comprou ao Amora mais 65% por 2,25 milhões de euros, ficando agora com 90% do passe do jogador. Assim, qualquer venda futura representará um encaixe muito mais significativo para os leões.





