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Sócios do Paços de Ferreira aprovam exercício fiscal de 2020/21 que termina com prejuízo

Os sócios do Paços de Ferreira aprovaram, por unanimidade, um saldo negativo de mais de um milhão de euros relativos ao exercício fiscal de 2020/21, no decorrer da assembleia-geral realizada pelo clube.

Os cerca de 50 associados que marcaram presença no auditório da Biblioteca Municipal de Paços de Ferreira aprovaram o relatório e contas da última época, marcado pelo aumento de despesas e diminuição de receitas em virtude da pandemia, num exercício negativo no valor total de 1.020.413 euros.

Segundo explicou a direção pacense aos sócios, 264 mil euros do exercício negativo são prejuízo efetivo operacional (relação entre todas as despesas e receitas), enquanto 933 mil euros respeitam a amortizações e depreciações.

O Conselho Fiscal deu também o parecer favorável, sendo sensível ao momento difícil da última época desportiva, fortemente marcada pela pandemia.

Segundo foi explicado na assembleia-geral, o aumento das despesas explica-se em parte com a adaptação do recinto às novas exigências criadas pela pandemia, como a realização de testes, que totalizaram 200 mil euros, ou uma logística muito mais complexa e dispendiosa.

A carga fiscal, que o Paços diz consumir 80 por cento da receita fixa do clube, e um milhão de euros mais gastos com jogadores e treinadores também contribuíram para este resultado.

As receitas, por sua vez, acompanharam esta tendência negativa, em parte devido a «uma redução drástica» das quotizações de sócios, argumentou a direção pacense.

Escrito por: José Carlos Leal

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