SC Braga fecha época com prejuízo de 11 milhões de euros, mas reforça ativos e aposta no futuro

A SC Braga SAD apresentou esta segunda-feira os resultados financeiros da época 2024/25, revelando um prejuízo líquido de 10,985 milhões de euros. Segundo o relatório divulgado no site oficial, este resultado negativo decorre sobretudo do forte investimento em infraestruturas — com destaque para a construção do Estádio Amélia Morais, destinado às equipas femininas e de formação — e do reforço do plantel principal, incluindo a aquisição dos direitos económicos de Ricardo Horta e Arrey Mbi.

Apesar do resultado, a administração frisa que se trata de uma decisão estratégica, já que optou por manter os principais ativos desportivos em vez de os vender. As transferências de Roger Fernandes e Simon Banza, superiores a 40 milhões de euros, foram realizadas após o fecho do exercício e só serão contabilizadas na próxima época.

O passivo da sociedade desportiva cresceu para 100,763 milhões de euros, um aumento de 14%, justificado pelo investimento em atletas e infraestrutura. Ainda assim, o ativo atingiu um valor histórico de 169,783 milhões de euros, reforçando a solidez patrimonial do clube minhoto.

Em termos operacionais, os rendimentos globais foram de 69,75 milhões de euros, menos do que na época anterior, devido à ausência da Liga dos Campeões. Os gastos operacionais ascenderam a 62 milhões, sendo os custos com pessoal responsáveis por cerca de 39,5 milhões — valor que inclui salários, prémios e encargos sociais de todos os escalões, masculinos e femininos.

A SAD terminou a época com capitais próprios positivos de 69,020 milhões de euros, representando uma autonomia financeira de 41%. A administração sublinha que os resultados positivos acumulados em exercícios anteriores, que ultrapassam os 74 milhões de euros, mostram o caráter excecional deste prejuízo, inserido numa lógica de investimento a médio e longo prazo.