Roberto Martínez explica as opções na convocatória de Portugal para o Mundial 2026

Roberto Martínez justificou esta terça-feira as escolhas para o Mundial 2026, numa conferência marcada pelas explicações sobre ausências, opções táticas e o momento atual da seleção portuguesa.

O selecionador admitiu que foi “um dia triste” por ter deixado vários jogadores importantes de fora, mas garantiu que todas as decisões foram tomadas de forma responsável, profissional e a pensar no equilíbrio da equipa para o torneio.

Entre as ausências mais mediáticas estão António Silva e João Palhinha. Martínez explicou que Tomás Araújo acabou por ganhar vantagem no eixo defensivo devido ao perfil pretendido para enfrentar diferentes adversários, enquanto Samu Costa foi escolhido pela intensidade, energia e capacidade física demonstradas nos últimos jogos da seleção.

No ataque, Gonçalo Guedes garantiu presença por oferecer mais mobilidade e polivalência ofensiva, características que o treinador considera importantes para a competição.

O técnico espanhol explicou também a decisão de levar quatro guarda-redes, com Ricardo Velho a assumir o papel de elemento extra para responder à elevada exigência física e intensidade dos treinos durante o Mundial.

Martínez voltou ainda a destacar Cristiano Ronaldo, considerando o capitão português “um exemplo dentro do balneário”, e deixou palavras emocionadas sobre Diogo Jota, descrevendo-o como um símbolo de força e união dentro da equipa nacional.

Sobre as ambições de Portugal, o selecionador recusou colocar a equipa como favorita absoluta, mas assumiu que a seleção chega ao Mundial preparada para sonhar e lutar por algo histórico.

O treinador revelou ainda que as decisões finais da convocatória só ficaram fechadas esta segunda-feira, após um longo processo de análise e acompanhamento dos jogadores ao longo da temporada.