O regresso de Nélson Semedo ao Benfica neste defeso está completamente descartado. Apesar de terminar contrato com o Wolverhampton, o lateral-direito não irá voltar à Luz.
Com 31 anos (32 em novembro), Semedo continua muito valorizado e mantém presença regular na Seleção Nacional, estando atualmente ao serviço de Portugal na preparação para a final da Liga das Nações frente à Espanha.
O seu ordenado em Inglaterra ronda os 4 milhões de euros líquidos por ano — um valor que nem o Wolverhampton consegue igualar neste momento. No caso do Benfica, o teto salarial está fixado nos 2 milhões líquidos (cerca de 4 milhões brutos), o que não permite grandes manobras financeiras.
Embora tenha uma ligação emocional ao clube da Luz, Semedo considera estar numa fase da carreira em que deve aproveitar para garantir um contrato altamente vantajoso. Situação semelhante à de Bernardo Silva, que já explicou que o amor ao clube nem sempre é compatível com as exigências profissionais. Rui Costa, por exemplo, só regressou ao Benfica aos 34 anos.
Nélson Semedo está referenciado pelo Marselha, que procura reforçar o lado direito da defesa. Há ainda interesse de clubes ingleses e da Arábia Saudita, o que aumenta o leque de opções para o jogador.
Quanto a Renato Sanches, o cenário é diferente. Aos 27 anos, o médio tem sido muito penalizado por lesões, embora continue a auferir um salário elevado. O Benfica ainda não excluiu totalmente a possibilidade de o contratar, mas receia os riscos associados à sua condição física, além de o PSG não facilitar uma saída a baixo custo.
Além disso, ocupar uma vaga no meio-campo com um jogador sem garantias de regularidade pode comprometer a gestão do plantel. Por isso, o regresso de Renato Sanches à Luz também se afigura, neste momento, bastante improvável.





