Quim acredita que o duelo entre FC Porto e Benfica, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal, será decidido pela capacidade de manter a calma e pela atenção aos detalhes. O antigo guarda-redes encarnado afastou a ideia de um clássico dominado pelas emoções, defendendo antes que a lucidez e a concentração terão um peso determinante num jogo a eliminar.
Em declarações à Lusa, o ex-internacional português sublinhou que encontros deste calibre tendem a ser resolvidos em lances pontuais, muitas vezes definidos pela qualidade individual dentro de um equilíbrio coletivo muito acentuado. Para Quim, basta um momento inspirado de um jogador para alterar o rumo da eliminatória.
Recordando a sua experiência no Benfica, destacou que a preparação mental começa vários dias antes, influenciada pelo ambiente mediático e pela expectativa dos adeptos, mas frisou que o receio de errar não pode condicionar a atuação em campo. Pelo contrário, o foco deve estar em ajudar a equipa a vencer.
Numa análise mais específica à posição de guarda-redes, Quim salientou a exigência psicológica do posto, considerando a mentalidade um fator-chave, sobretudo em jogos de elevada pressão. Admitiu ainda que os atletas mais jovens podem sentir mais o peso de um clássico, mas reforçou que saber lidar com esse contexto faz parte do crescimento no futebol.
Antecipando o embate de quarta-feira, o antigo guardião espera um jogo intenso e competitivo, no qual nenhuma das equipas aceita a eliminação e onde, como tantas vezes acontece, o desfecho poderá surgir num detalhe.





