O presidente da Federação Portuguesa de Futebol Pedro Proença deixou um agradecimento ao apoio de Fernando Gomes nas eleições para o Comité Executivo da UEFA, acabando por elogiar o trabalho do antecessor, na presidência da FPF. No entanto, o problema é que Fernando Gomes garante que não apoia ninguém nas eleições da UEFA.
Proença deu conta do apoio do anterior presidente da Federação na corrida a um lugar no Comité Executivo.
“Estamos muito satisfeitos com o apoio do dr. Fernando Gomes. Quero dizer que o dr. Fernando Gomes tem feito um trabalho exemplar no apoio à minha candidatura ao Comité Executivo da UEFA. O apoio que já foi consagrado, no que me diz respeito, a mim e à FPF, dizendo às 55 federações internacionais do apoio do dr. Fernando Gomes. Estamos muito satisfeitos”, disse Pedro Proença.
Após a carta enviada às 55 federações da UEFA, o presidente da Federação referiu ser um prazer contar com o apoio de Fernando Gomes.
“Neste espírito de total harmonia e partilha de um objetivo comum, depois de apoiar a candidatura do Sr. Fernando Gomes ao Comité Olímpico de Portugal, é com o maior prazer que recebo o apoio total do Sr. Fernando Gomes para a minha candidatura ao Comité Executivo da UEFA”, escreveu.
No entanto, Fernando Gomes colocou-se de parte de qualquer ato eleitoral da UEFA.
“Vi com surpresa as declarações do presidente da FPF”, reagiu desta foirma Fernando Gomes.
O atual presidente do COP, acrescentou que a única coisa que fez foi indicar o nome de Proença para o Comité Executivo da UEFA quando ainda estava na Federação, adiantando o sucessor era o único português que podia assumir aquele cargo.
“Tirando a apresentação de Pedro Proença como candidato, efetuada pela Direção a que presidi, não declarei qualquer apoio nem tenciono intervir no processo eleitoral, como é do conhecimento do presidente da FPF. O meu percurso no futebol terminou. A minha vida é o Comité Olímpico de Portugal.”
Na carta enviada às 55 federações nacionais, Fernando Gomes deixou bem claro que não apoia Pedro Proença nas eleições para o Comité Executivo da UEFA.
“Foi a maior das surpresas tomar conhecimento de uma carta enviada pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, na qual o meu nome é mencionado sem consentimento prévio ou mesmo informação. Tenho de dizer-lhe que hoje percebo que não partilhamos uma visão comum para o futebol e o desporto. Pedro Proença escolheu o caminho da destruição do legado que eu e a minha equipa construímos ao longo de 13 anos, através de decisões e insinuações públicas que visam atacar o nosso bom nome e que, como se verá, são completamente infundadas.»





