Premier League volta a autorizar pausas para assinalar o Ramadão

A liga inglesa de futebol vai reeditar a medida que permite breves interrupções nos encontros para que os atletas que professam a religião islâmica possam quebrar o jejum. O período definido para estas pausas decorre entre os dias 17 de fevereiro e 18 de março, coincidindo com o mês sagrado do Ramadão.

Esta iniciativa visa apoiar os jogadores, como é o caso de Mohamed Salah, permitindo que se hidratem ou consumam suplementos energéticos assim que o sol se põe. A logística será semelhante à de anos anteriores: os capitães de equipa e árbitros devem combinar, antecipadamente, o momento ideal para a paragem, aproveitando situações de jogo morto como lançamentos laterais, pontapés de baliza ou faltas.

Devido aos horários do pôr do sol no Reino Unido, nesta época do ano, que varia entre as 17h00 e as 19h00, a medida terá um impacto prático sobretudo nos jogos de sábado ao final da tarde (17h30) e nos encontros de domingo agendados para as 16h30.

Esta prática tornou-se comum no futebol inglês após ter sido introduzida pela primeira vez em 2021, num duelo entre Leicester e o Crystal Palace. Atualmente, a diretriz aplica-se não só à Premier League, mas a todos os escalões profissionais geridos pelo English Football League.

O impacto desta abertura é visível no testemunho dos protagonistas. Abdoulaye Doucouré, antigo jogador do Everton, destacou, em 2023, a liberdade religiosa sentida em Inglaterra, afirmando que a liga nunca age contra a fé dos atletas. Também Sadio Mané revelou que, anteriormente, clubes como o Liverpool chegaram a ajustar horários de treino para facilitar a gestão física dos jogadores durante este período.

Além de Salah, outros nomes sonantes como William Saliba (Arsenal), Rayan Ait Nouri (Wolverhampton/Manchester City) e Amad Diallo (Manchester United) fazem parte deste grupo de atletas que beneficiam desta medida.

Com esta decisão, o futebol inglês reforça o seu posicionamento na promoção da diversidade e no respeito pelas crenças religiosas dos seus intervenientes.