Polémica no clássico brasileiro: Palmeiras reage a decisões de árbitro e CBF afasta juízes

Após a vitória do Palmeiras por 3-2 sobre o São Paulo, estalou uma grande polémica em torno da arbitragem de Ramon Abatti Abel. O São Paulo contestou decisões importantes, questionando um penálti não assinalado sobre Gonzalo Tapia e uma eventual expulsão de Andreas Pereira, enquanto a equipa alviverde também apontou erros cometidos contra si.

O Flamengo, rival do Palmeiras na luta pelo título, comentou a situação através do seu diretor de futebol, José Boto, afirmando que as declarações visam “instaurar o caos”. O próprio Palmeiras emitiu um comunicado oficial, expressando preocupação com a pressão pública e nos bastidores exercida por outros clubes, alegando que isso cria narrativas que tentam prejudicar o trabalho da instituição. O clube destacou ainda que é simplista atribuir a vitória apenas a decisões de arbitragem, lembrando que o triunfo foi conquistado com três golos em 19 minutos.

No mesmo comunicado, o Palmeiras defendeu que também houve erros contra si, citando casos como a não expulsão do médio Bobadilla e do central Alan Franco, que terão cometido faltas que poderiam ter resultado em cartões. A equipa ainda reforçou o compromisso com a profissionalização da arbitragem e com investimentos em tecnologia e formação para juízes, lembrando que, mesmo desfalcada por convocatórias internacionais, é o único clube a atuar durante a atual Data FIFA.

Em reação imediata, a CBF afastou Ramon Abatti Abel e o árbitro de VAR, Ilbert Estevam da Silva, que passarão por treinamento de aperfeiçoamento, segundo nota oficial da entidade. O Palmeiras concluiu pedindo que o STJD seja firme contra quem lança acusações indevidas sobre pessoas e instituições, defendendo uma postura responsável e ética no futebol brasileiro.