Pablo Rosario: o médio invisível que faz toda a diferença

Formado no Ajax, com uma breve passagem pelo Feyenoord, e consolidado no PSV Eindhoven, Pablo Rosario tornou-se uma das figuras mais fiáveis do Nice. Aos 28 anos, é hoje um médio versátil, incansável e disciplinado, capaz de adaptar-se a múltiplos contextos de jogo.

Na última temporada recusou-se a alinhar em alguns encontros, incluindo frente ao Benfica, devido à negociação da sua saída, mas regressou rapidamente ao onze, mantendo-se peça-chave. A sua relação de confiança com Francesco Farioli explica a vontade do treinador em resgatar o seu antigo pupilo.

Com 1,85 metros e inteligência tática apurada, Rosario pode atuar como trinco, box-to-box, central num esquema de três defesas, lateral em situações de emergência ou até médio mais adiantado. O que o distingue é a leitura de jogo: fecha linhas, antecipa movimentos, protege a defesa e garante transições rápidas com passes simples e eficazes.

Natural de Amesterdão, Rosario soma experiência em ligas de topo e já vestiu a camisola da seleção neerlandesa, mas em 2024 decidiu representar a República Dominicana, honrando as suas origens. Aí assumiu papel de líder, levando bagagem europeia para o futebol da CONCACAF.

No Nice, ultrapassou a barreira dos 100 jogos e foi regular com todos os treinadores. Em 2023/24, assinou a melhor época em termos ofensivos: quatro golos e uma assistência, além do habitual trabalho invisível que sustenta equilíbrios. As estatísticas confirmam-no como médio de grande volume de trabalho — recuperações, interceções, passes longos certeiros e presença no jogo aéreo.

No FC Porto, se a transferência avançar, terá concorrência direta com Alan Varela, mas o seu perfil deixa antever que será um reforço valioso, sobretudo pela fiabilidade e capacidade de se moldar às exigências táticas.

Rosario não é jogador de capas, mas é daqueles que qualquer treinador deseja ter: discreto, mas indispensável.