Novo formato do Mundial cria cenário de elevada exigência para a Seleção Nacional

A poucos dias do pontapé de saída do Campeonato do Mundo, Portugal chega como um dos favoritos à conquista do Mundial-2026. A seleção orientada por Roberto Martínez entra numa competição histórica, com 48 seleções, 104 jogos e um percurso longo e imprevisível até à final de 19 de julho.

Inserido no Grupo K, Portugal vai defrontar a República Democrática do Congo, o Uzbequistão e a Colômbia, num arranque que irá definir todo o caminho na fase a eliminar.

O novo formato do Mundial abre um cenário altamente complexo, com 16 avos de final, melhores terceiros classificados e cruzamentos extremamente variáveis.

Se Portugal terminar em primeiro lugar, nos 16 avos de final pode enfrentar um terceiro classificado vindo dos grupos D (Estados Unidos, Paraguai, Austrália ou Turquia), E (Alemanha, Curaçau, Costa do Marfim ou Equador), I (França, Senegal, Iraque ou Noruega), J (Argentina, Argélia, Áustria ou Jordânia) ou L (Inglaterra, Croácia, Gana ou Panamá).

Nos oitavos de final, os possíveis adversários incluem o vencedor do Grupo B (Canadá, Bósnia, Catar ou Suíça) ou terceiros classificados dos grupos E, F (Países Baixos, Japão, Suécia ou Tunísia), G (Bélgica, Egito, Irão ou Nova Zelândia), I ou J.

Aqui entram todos os cenários dos grupos I e J:

No Grupo I estão França, Senegal, Iraque e Noruega — quatro seleções com estilos diferentes, desde a potência física e técnica francesa, à organização africana do Senegal, passando pela intensidade da Noruega e pela imprevisibilidade do Iraque.

No Grupo J estão Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia — um grupo marcado pelo talento argentino e pela sua tradição vencedora, pela consistência física e competitiva da Argélia, pela organização tática da Áustria e pela ambição crescente da Jordânia.

Nos quartos de final, os possíveis adversários incluem o vencedor do Grupo J, além de equipas vindas do segundo lugar dos grupos H (Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita ou Uruguai), D (Estados Unidos, Paraguai, Austrália ou Turquia) ou G (Bélgica, Egito, Irão ou Nova Zelândia).

Nas meias-finais, o cenário pode incluir o vencedor do Grupo C (Brasil, Marrocos, Haiti ou Escócia), do Grupo E (Alemanha, Curaçau, Costa do Marfim ou Equador), do Grupo F (Países Baixos, Japão, Suécia ou Tunísia), do Grupo A (México, África do Sul, Coreia do Sul ou República Checa), do Grupo L (Inglaterra, Croácia, Gana ou Panamá), ou combinações com terceiros classificados de vários grupos.

Se Portugal terminar em segundo lugar, o caminho também é exigente, com possíveis cruzamentos com seleções como Espanha, Argentina, Alemanha, França, Brasil ou Inglaterra, dependendo das combinações.

Se seguir como terceiro classificado, o percurso torna-se ainda mais imprevisível, com jogos contra vencedores de grupos e possíveis confrontos com as mesmas potências europeias e sul-americanas logo nas fases iniciais.