Na antevisão ao encontro com o Nápoles, referente à 6.ª jornada da Liga dos Campeões, José Mourinho abordou vários temas, desde a análise ao adversário até à aposta nos jogadores formados no clube.
O treinador do Benfica afirmou que conhecer bem as equipas italianas pode facilitar parte da análise, embora tenha sublinhado que isso não reduz a dificuldade do desafio. Recordou que o Nápoles conquistou dois Scudetti em pouco tempo e destacou que, na sua opinião, a equipa está agora a jogar melhor do que no início da época.
Mourinho explicou que a resposta competitiva do Benfica tem sido positiva, apesar de erros individuais que têm marcado vários resultados recentes. Referiu que, diante do Sporting, a equipa foi superior durante grande parte do jogo e que frente ao Bayer Leverkusen realizou a melhor exibição desde que chegou ao clube, embora o desfecho tenha voltado a ser condicionado por um erro isolado. Lembrou ainda situações semelhantes frente ao Chelsea, Casa Pia e Nacional, defendendo que a organização coletiva tem evoluído mas que falhas individuais continuam a penalizar a equipa.
Quando questionado sobre as ausências do Nápoles, reagiu com ironia e deu a entender que considera o plantel italiano muito forte, com soluções de grande qualidade, razão pela qual não atribui grande relevância às baixas do adversário. Acrescentou que a mudança de sistema dos napolitanos tornou a equipa ainda mais sólida.
Sobre a comparação entre o futebol português e o italiano, admitiu que não acompanha com regularidade a liga transalpina, mas reforçou que Itália se distingue por uma enorme solidez tática e grande capacidade física. Acrescentou que equipas como o Nápoles juntam essa cultura tática a individualidades de topo, tornando o desafio particularmente exigente.
Em relação às notícias vindas de Espanha sobre um eventual desejo dos adeptos do Real Madrid de o verem regressar, Mourinho recusou comentar cenários hipotéticos e afirmou que o assunto está encerrado.
Quando abordado sobre o mercado de transferências, garantiu que o foco está inteiramente no plantel atual e na formação. Revelou que, entre os 23 convocados para o jogo, estarão 10 jogadores formados no Benfica, alguns deles chamados pela primeira vez desde que assumiu o comando. Defendeu que o resultado frente ao Nápoles tem relevância apenas desportiva e assegurou que mantém a esperança enquanto for matematicamente possível discutir o apuramento.
Recusou comentar se o Benfica estaria noutra posição caso tivesse iniciado a época como treinador principal, afirmando que seria especulativo fazê-lo, sobretudo porque o grupo de trabalho teria sido diferente.
Sobre a integração dos jovens, explicou que precisam de tempo, tranquilidade e proteção perante eventuais erros. Relembrou que talentos só evoluem se forem colocados em campo e utilizou o exemplo de Scott McTominay, que lançou no Manchester United, para ilustrar esse ponto. Indicou que José Neto está convocado e poderá ter minutos, frisando que cabe ao treinador confiar e dar espaço para que os jovens cresçam.





