Martínez lamenta ansiedade da equipa: “É uma lição para o futuro”

Portugal viu escapar a vitória nos instantes finais frente à Hungria, num jogo que poderia ter selado o apuramento para o Mundial de 2026. Após um início nervoso e um golo sofrido logo na primeira oportunidade adversária, a equipa de Roberto Martínez reagiu bem, virou o resultado e dominou grande parte do encontro — mas acabou castigada nos descontos.

“Este era um jogo muito importante para nós. Queríamos garantir o apuramento e somar quatro triunfos consecutivos, algo raro no futebol atual. Essa responsabilidade gerou alguma ansiedade na forma como entrámos em campo”, começou por reconhecer o selecionador nacional.

Depois do golo madrugador dos húngaros, Portugal respondeu com dois bons lances finalizados por Cristiano Ronaldo. “Reagimos bem, criámos várias situações na segunda parte e até acertámos no poste, num momento em que podíamos ter decidido a partida”, sublinhou Martínez.

O técnico lamentou, no entanto, a forma como a equipa geriu os minutos finais: “Nos últimos 10 minutos, deixámos de controlar o jogo com bola. Não é o nosso estilo. Somos uma seleção que gosta de dominar e defender com posse. Este empate serve de lição para aprender a fechar melhor partidas importantes.”

Sobre o golo sofrido de bola parada, Martínez reconheceu mérito do adversário, mas também falhas próprias: “Sabíamos do perigo do Orban, que é fortíssimo nesse tipo de lance. Ainda assim, foi mais responsabilidade nossa do que mérito deles. Estávamos focados em ganhar e descuidámos detalhes.”

O empate adia a festa, mas não apaga a vantagem confortável no grupo: “Temos uma excelente oportunidade de garantir a qualificação em novembro. É uma lição dura, porque queríamos brindar os adeptos em Alvalade, mas pode tornar-nos mais fortes no futuro.”