Iván Marcano viveu uma noite emotiva no Estádio do Dragão, na despedida diante do Nacional, marcada por uma homenagem simbólica promovida pelos capitães e pelo plantel do FC Porto. O central espanhol foi agraciado com a braçadeira de capitão, num gesto de reconhecimento pelo legado que deixa no clube. Apesar de Diogo Costa ter sido titular na baliza, com o habitual número 99, foi Marcano quem liderou a equipa dentro de campo, numa demonstração de respeito e apreço pelo seu percurso.
A despedida do Dragão não será o ponto final imediato da sua carreira. Marcano pretende encerrar a sua ligação ao futebol profissional após disputar o Mundial de Clubes, que decorrerá em julho. Assim, colocará um ponto final numa carreira de enorme dedicação ao FC Porto, clube que representou durante dez anos, repartidos por duas passagens. A primeira começou em 2014, após sair do Rubin Kazan, e terminou em 2018 com uma transferência para a Roma. Um ano depois, regressou ao Dragão, onde continuou até agora, tendo renovado contrato até junho de 2025.
Discreto fora das quatro linhas e ausente das redes sociais, o defesa-central já começou a pensar no futuro. A possibilidade de seguir carreira como treinador é real, embora ainda não se saiba se iniciará nos escalões de formação ou num projeto sénior. O Racing Santander, clube onde se formou, tem tentado convencê-lo a regressar, mas sem sucesso até ao momento.
Martín Anselmi, atual treinador dos dragões, não poupou elogios ao veterano espanhol, destacando o seu impacto no grupo e o exemplo dado aos mais jovens durante uma época exigente. «Mora é como é porque tem o Marcano, com 37 anos, que lhe ganha todos os duelos», referiu, sublinhando a importância do jogador no crescimento do plantel.
Depois de um longo período de recuperação — ficou afastado dos relvados desde setembro de 2023 até março de 2025 — Marcano voltou à competição na vitória por 2-0 frente ao Arouca, somando depois nove jogos consecutivos como titular e com exibições de grande qualidade. A solidez defensiva que trouxe à equipa foi evidente e reforçou a sua importância até ao final da época.
Ao longo das suas 264 partidas com a camisola azul e branca, Marcano não só se destacou como líder e referência defensiva, mas também como o defesa mais goleador da história do FC Porto, com 31 golos marcados e cinco assistências. Uma carreira de excelência, coroada com uma despedida à altura da sua entrega ao clube.





