Uma das maiores lendas do hóquei em patins português prepara-se para pendurar os patins. Segundo o portal Zerozero, Ângelo Girão decidiu que esta será a sua última temporada como jogador, terminando uma carreira que se estendeu por quase três décadas. A decisão já está tomada e representa o encerramento de um capítulo marcante na modalidade.
Após 11 anos ao serviço do Sporting CP, clube onde conquistou a maioria dos seus títulos, o guarda-redes de 34 anos deixará os rinques com um impressionante palmarés. De leão ao peito, ergueu dois campeonatos nacionais, uma Supertaça António Livramento, três WSE Champions League, duas Taças Continentais e uma WSE Cup. No plano internacional, foi uma peça fundamental na conquista do Mundial de Barcelona, em 2019, onde ajudou Portugal a sagrar-se campeão do mundo.
Ao longo da sua carreira, somou 23 títulos, destacando-se ainda como campeão nacional nos escalões de formação e vencedor de uma Taça Latina, quatro torneios de Montreux, uma Golden Cat, um Campeonato da Europa e um Mundial ao serviço da seleção nacional.
O seu percurso no hóquei começou inspirado pelo irmão e pelas exibições de Guilherme Silva no Mundial de 1993. Iniciou-se no Estrela e Vigorosa, passando depois pela formação do FC Porto antes de rumar ao Gulpilhares. Em Espinho, sob a orientação de Paulo Freitas, ajudou o clube a atingir uma das suas melhores classificações de sempre. Seguiu-se o Valongo, onde se sagrou campeão nacional e consolidou a sua posição como um dos melhores guarda-redes do mundo.
No último Campeonato do Mundo, disputado em Itália, despediu-se da seleção nacional num momento de forte emoção. Agora, prepara-se para fechar este ciclo no Sporting, ao lado de Edo Bosch, um dos treinadores que mais o marcou ao longo da carreira.





